Navio-Escola Brasil atraiu centenas de visitantes neste domingo (5) (Alexsander Ferraz/AT) “Qual cisne branco que em noite de Lua/Vai deslizando num lago azul”. Se os versos do Hino Oficial da Marinha já ocupam o imaginário de muitas pessoas que admiram a atividade, neste domingo (5) centenas delas puderam ver de perto um dos símbolos na formação de oficiais: o navio-escola Brasil U27, ancorado no cais da Marinha, e que deixa nesta segunda-feira (6) o Porto de Santos, de onde segue para o Rio de Janeiro. As filas foram se formando ao longo da tarde. Adultos e crianças se uniam na curiosidade de conhecer as rotinas dos marinheiros, em meio a passeio pelas instalações. A tarde gerou 1 tonelada em doação de alimentos, que serão entregues a instituições da região. “Somos do Interior, mas moro em Guarujá há três anos e nunca havia entrado num navio da Marinha. É muito legal. Os oficiais estão dispostos a explicar as patentes, as diferenças dos uniformes, e sobre os equipamentos”, explica a empresária Mariana Ruggiero, de 48 anos. Em seu grupo, havia oito pessoas, entre filhos, sobrinhas, irmã e cunhado. A empresária Mariana Ruggiero (segunda à esquerda) levou a família ao Cais da Marinha (Alexsander Ferraz/AT) Morador do Tatuapé, em São Paulo, o aposentado Alberto Beleza Neto, de 54 anos, se sentia à vontade no convés do navio-escola. Não porque tenha servido a Marinha, mas pelo amor ao mar. “A gente tem que respeitar o trabalho deles. Fico imaginando como seria numa situação extrema, como um conflito, por exemplo. E o mais curioso: ele ancorado perto de um navio de cruzeiros, dois universos tão distintos”. Contato com a sociedade O navio-escola Brasil U27 tem uma tripulação composta por 31 oficiais e 222 praças. Além disso, há 31 oficiais e 166 praças que irão compor a próxima tripulação. A última viagem de instrução, concluída em 22 de dezembro, marcou também a despedida do comandante da embarcação, o capitão de mar e guerra Marcel Parreiras de Bragança Oneto Araújo, que ficou um ano na função - o adeus será na próxima quinta-feira. Capitão de Mar e Guerra Marcel Parreiras de Bragança Oneto Araújo é o comandante do navio (Alexsander Ferraz/AT) “Foi um ano desafiador, mas extremamente prazeroso. Porque não é só a parte marítima ou de gestão de um navio, mas a fase de formação. Trabalho nisso há três anos e ser parte desse processo é interessante”. Para ele, o contato da população com um navio da Marinha é importante para estreitar laços com a sociedade. “Para a Marinha, é fundamental mostrar o que nós fazemos. Então, há uma necessidade cada vez maior de uma mentalidade marítima”, complementa o capitão.