[[legacy_image_205686]] Trabalhadores, estudantes, lideranças religiosas, representantes da sociedade civil e cidadãos foram às ruas da Zona Noroeste, na tarde desta quarta-feira (7), para defender a democracia e o acesso das populações mais vulneráveis a direitos e políticas públicas sociais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essas foram as principais reivindicações do Grito dos Excluídos e das Excluídas. O evento, na 28ª edição, ocorre sempre em 7 de setembro e busca estimular reflexão e ações para garantir a promoção, o cuidado e a defesa da vida. A concentração ocorreu na Avenida Afonso Schmidt, no Castelo, onde houve intervenções artísticas. Dali, os manifestantes seguiram em caminhada até a Praça Jerônimo La Terza, no Rádio Clube, onde ocorreu um ato inter-religioso. Conforme um dos coordenadores do evento na Baixada Santista, Ricardo Fischer, a atividade atingiu o objetivo de levar as pessoas às ruas em uma região periférica, apesar da chuva. “A proposta é dar vez e voz àqueles que são excluídos da nossa sociedade. Para o próximo ano, vamos tentar fazer aulas populares e dialogar melhor com a população, que precisa ser mais ouvida. Precisamos fazer mais iniciativas desse tipo nessas localidades da região”, destacou. O estudante de Serviço Social Caio Yuji criticou a forma como o presidente Jair Bolsonaro (PL) trata a população, ao ignorar temas importantes para a vida dos cidadãos, como a fome e o desemprego. “No Bicentenário da Independência, a gente esperava outras ações e atitudes de quem está no comando do País. A realização do Grito dos Excluídos e das Excluídas, na Zona Noroeste, é uma forma de mostrar que o povo está organizado e quer mudanças no rumo do País”, afirmou. Integrante da União de Negras e Negros pela Igualdade (Unegro), o servidor público João Roberto de Jesus Filho afirmou que os brasileiros querem, de fato, ser independentes de racismo, fascismo, LGTBfobia e fome, que assola milhões de brasileiros. “Esse tipo de atividade tem o objetivo de denunciar as grandes mazelas do nosso País e construir um Brasil melhor e mais justo”, ressaltou.