[[legacy_image_350099]] Santos tem 24 radares em operação espalhados pela Cidade. Nos dois primeiros meses deste ano, cerca de 9 mil infrações de trânsito foram registradas pelos equipamentos. Proporcionalmente, menos do que no ano passado inteiro, quando foram cerca de 132 mil. Em 2022, em torno de 89 mil. O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Antonio Carlos Silva Gonçalves, afirma que o objetivo do uso de radares é zerar o número de acidentes fatais. Gonçalves compara: em 2021, quando o Município estava sem radares, a Cidade teve 65 mortes em acidentes de trânsito. Em 2023, com aparelhos funcionando, foram 24. Os equipamentos existentes na Cidade fiscalizam infrações como excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho, parada sobre faixa de pedestres, conversões proibidas e tráfego de caminhões em local proibido (veja quadro). Gonçalves afirma que, de cada 10 mil veículos que circulam em Santos, quatro são autuados por radares. “A gente coloca os radares onde detecta que existem mais irregularidades sendo cometidas e onde há problemas de segurança. O radar não é para ganhar dinheiro, é para preservar a vida. Ele é fixo, e só cai no radar quem realmente pratica a inflação”, declara. [[legacy_image_350100]] ExemplosNo cruzamento da Avenida Bernardino de Campos (Canal 2) com a Rua Carvalho de Mendonça, no Campo Grande, um equipamento foi instalado recentemente, depois que um motociclista morreu ao passar o sinal vermelho e ser atingido por um veículo. “Os locais que mais precisam dos radares são os que possuem um histórico de acidentes, principalmente os fatais. A partir daí, a gente monitora os locais para ver se, efetivamente, continuam as infrações. Também temos monitoramento através do Centro de Controle Operacional, onde não temos o radar nem os agentes de trânsito”, afirma Gonçalves. O presidente salienta que o radar é um inibidor de infrações e cita uma experiencia feita pelo Município. Ele conta que, na Cidade, há um local onde o radar foi desativado, mas o poste e a caixa ficaram. “Isso mantinha o respeito, e os motoristas achavam que tinha radar, e zerou o número de acidentes. Quanto tiramos o poste e abrimos a caixa, começou a ter acidentes de novo”, relata Antonio Carlos Silva Gonçalves. ConsciênciaDesde quando os radares entraram em funcionamento novamente, em maio de 2022, Gonçalves avalia que a principal mudança foi a diminuição no número de óbitos e acidentes. Mas ele avalia que, além dos radares, deve haver consciência por parte dos motoristas. “Somos todos adultos. Para dirigir um veículo, você tem que ser maior de idade. Então, todos temos que ter responsabilidade e colocar em prática uma convivência mais harmônica. Zerar acidente é muito difícil, mas reduzir é possível.”