[[legacy_image_25711]] “Esse é o verdadeiro sentido de comunidade. É comunhão. É doação sem esperar nada em troca.” A frase é de Perolina Santos Conceição, mais conhecida como Pérola. Ela e mais quatro costureiras da pequena comunidade de Vila Esperança, encravada no Bairro Caneleira, Zona Noroeste de Santos, se juntaram para confeccionar 400 máscaras para distribuir entre os próprios moradores do bairro. Sergipana, Pérola está em Santos há 50 anos. “Sou muito agradecida por tudo que tenho. Por isso reparto o que posso.” A ação foi incentivada pela Associação dos Moradores da Vila Esperança e Ayrton Senna, duas pequenas comunidades que, juntas, somam 244 casas e mais de 1 mil moradores. Como em boa parte dos bairros da Caneleira, antes das moradias existiam campos de futebol de várzea. União A Vila Esperança é uma comunidade pobre, mas que se junta sempre que há causas comuns. “Eu percebi que muita gente não estava usando máscara porque não tem cinco, sete reais pra comprar. Aí, juntei meus diretores e disse: ‘Vamos fazer máscaras pra todo mundo’”, diz Olímpio Pereira de Oliveira, presidente da associação, criada em novembro do ano passado. Depois da decisão tomada, o trabalho de Olímpio foi juntar recursos para comprar tecido e elástico, e convidar algumas mulheres da vila para confeccionar as máscaras. Pérola não é costureira profissional, mas aceitou o desafio. “Eu vivo de fazer pães caseiros e vender. Mas não podia deixar de atender um pedido desses, que é tão simples. Eu vivo aqui há muitos anos e esse é o meu lugar”, diz. As máscaras foram confeccionadas também por Luzirene Costa Matos e Rosa Ribeiro de Souza. A produção foi entregue nesta sexta-feira (29) à comunidade. Segundo Olímpio, o próximo passo é avaliar a condição que a associação terá de angariar mantimentos para distribuir cestas básicas, já que a comunidade tem diversas famílias carentes.