[[legacy_image_208371]] A necessidade de manter as praias limpas e de descartar corretamente o lixo são deveres dos seres humanos para garantir a preservação do planeta. Embora pareça algo simples na teoria, essa impressão não se confirma na prática. Cinquenta e seis quilos de resíduos foram recolhidos na faixa de areia e no calçadão da Praia do José Menino, ao lado do Emissário Submarino, e na Ilha Urubuqueçaba, em Santos, na manhã deste sábado (17), segundo o Instituto Mar Azul. Essa foi uma das ações realizadas no Município em razão do Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Praias. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Durante cerca de uma hora, foram coletados 10.608 materiais, sendo 2.301 bitucas de cigarro, 2.221 plásticos moles, 1.800 plásticos rígidos, 1.166 pedaços de isopor e 888 fragmentos de embalagens de doces e salgados. Diversas roupas e pinos de cocaína também foram retirados desses pontos pelos voluntários durante essa mobilização. O prefeito Rogério Santos (PSDB) esteve com a equipe que fez a trilha na Ilha Urubuqueçaba. É a primeira vez que essa ação ocorreu no local, que é mencionado, inclusive, no Hino Oficial do Município e mantém a vegetação original de Mata Atlântica. “Encontramos alguns objetos, plásticos e garrafas de pessoas que frequentam a ilha, que está com a mata preservada. É importante realizar esse tipo de evento em nossa cidade, que é uma referência na área ambiental”, ressaltou. Entre os dias 10 e 15 do próximo mês, o Município receberá o evento mundial de Cultura Oceânica da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Santos foi pioneira no mundo por inserir essa temática no currículo das escolas públicas. Conforme o secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório, a Cidade dá um exemplo de preservação dos oceanos com atividades práticas, como a de ontem. Ao longo da trilha, ele recolheu muitas embalagens de alimentos, latinhas e até roupas. “A quantidade de lixo encontrada na Ilha Urubuqueçaba nos faz perceber que, por mais ações educativas e programas ambientais que temos feito, ainda há muito o que avançar na sensibilização da população”, frisou. ImpactosNa avaliação de Juliana Justino, coordenadora de comunicação do Projeto Albatroz, patrocinado pela Petrobras, a atividade deste sábado ajuda a população a conhecer, de fato, a praia. Ela destacou a grande presença de pessoas das mais variadas faixas etárias nessa iniciativa. “É uma oportunidade de ver de perto várias coisas que não pertencem a esse ambiente. Quando os cidadãos se envolvem nesse tipo de ação, a ideia da preservação se espalha para outros”. A dona de casa Neusa Craveiro encontrou um pouco de tudo na faixa de areia e próximo ao Quebra-Mar, como pinos de cocaína, bitucas de cigarro, garrafas de vidro, embalagens de medicamentos e de alimentos. “Na parte das pedras, recolhemos várias roupas e havia muitas coisas que, infelizmente, não consegui tirar de lá. Somente a partir de iniciativas desse tipo é que algumas pessoas terão noção dos absurdos que encontramos na praia”. Ela estava acompanhada da filha Daniela, que é estudante de Medicina Veterinária. “Chegamos a conversar com um morador, que lamentou a grande quantidade de lixo nas pedras e próximo aos jardins”, complementou. Moradora do José Menino, a servidora pública federal aposentada Maria Aparecida Araújo Ribeiro ficou surpresa com a grande quantidade de bitucas de cigarro e pedaços de isopor que recolheu durante a atividade. “Procuro fazer a minha parte quando estou na praia com a minha família. Nem sempre todos têm essa consciência e somos obrigados a se deparar com coisas desagradáveis”, lamentou.