[[legacy_image_326982]] Um dos pontos turísticos mais tradicionais de Santos, o Museu de Pesca, localizado na Avenida Bartolomeu de Gusmão, na Ponta da Praia, deverá ser reaberto no segundo semestre. O local está fechado desde outubro de 2022, quando o Governo do Estado iniciou a reforma. A ausência de movimento no museu, ainda mais nesta temporada de verão, é sentida por moradores e comerciantes. Para a comerciante Vânia Magalhães, de 53 anos, a reabertura do museu se somaria a outras atrações turísticas da Ponta da Praia, como o Deck do Pescador, onde trabalha há mais de 20 anos, e fortaleceria o movimento de sua lanchonete. “Tudo, agora, é na Ponta da Praia, o público está aqui. A Ponte Edgard Perdigão foi reformada, está bonita. Uma atração turística vai puxando a outra, e, no comércio, movimento é tudo”, diz ela. O pescador artesanal Rogério Rocha, de 64 anos, também lamenta a paralisação das atividades no museu, que considera um “grande atrativo” para Santos. “Faz falta para o Município por ser um lugar histórico, que já foi uma fortaleza e uma escola de aprendiz de marinheiro. Então, o prédio tem importância e relevância histórica para a nossa Cidade”, diz. [[legacy_image_326983]] ReaberturaA Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (SAA) esclareceu que as obras no Museu de Pesca, vinculado ao Instituto de Pesca, órgão subordinado à secretaria, estão na etapa final, com restauro elétrico e hidráulico do prédio. Os trabalhos custam R\$ 1,280 milhão. Conforme a SAA, o Estado busca dinheiro privado para o restauro do edifício principal, que é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat). A secretaria espera que o museu seja reaberto no segundo semestre. HistóricoO casarão do Museu de Pesca data de 1908. Foi construído no local de uma fortificação datada do século 18. O edifício abrigou a Escola de Aprendizes-Marinheiros e, a partir de 1933, o Instituto de Pesca Marítima. De acordo com o Instituto de Pesca, o acervo do museu é composto por exemplares de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos, tanto em ossadas quanto taxidermizados. Um destaque do acervo aberto ao público é o esqueleto de baleia-fin (Balaenoptera physalus), com 17 metros de comprimento e sete toneladas. [[legacy_image_326984]]