Estado abrirá, no dia 31, propostas de interessadas na licitação para restauro da parte externa do prédio, que deverá levar cerca de 15 meses (Alexsander Ferraz/AT) O Museu de Pesca de Santos, na Ponta da Praia, está fechado desde 2022 e assim deve permanecer, no mínimo, até meados do ano que vem. A Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento abrirá, no dia 31, propostas de empresas interessadas em participar da licitação para o restauro da parte externa do prédio. Os trabalhos devem durar cerca de 15 meses após a assinatura do contrato. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a pasta, a reforma prevê recuperação de fachada, cobertura, portas, janelas e elementos arquitetônicos, respeitando as características originais do prédio, que é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Por causa do nível de preservação que se impõe ao imóvel, a secretaria disse, em nota, que a elaboração do projeto incluído no edital de concorrência exigiu estudos técnicos detalhados e sucessivas análises e aprovações por órgãos de preservação. “São etapas indispensáveis para garantir a preservação das características históricas, arquitetônicas e culturais do imóvel.” Adiamentos Em 2023, o Governo Estadual informou para A Tribuna que o museu permaneceria fechado até março daquele ano para reforma, que inclui também os prédios do Centro de Pesquisa Avançada do Pescado Marinho. No ano seguinte, a secretaria responsável anunciou a remarcação da data de reabertura para novembro. Em fevereiro do ano passado, a pasta explicou que o novo adiamento ocorreu devido à complexidade das intervenções no imóvel, tombado. Procurada por A Tribuna em julho do ano passado, a secretaria informou que o investimento destinado aos serviços será de R\$ 1,2 milhão, e que o acervo, com cerca de 1,4 mil itens, está totalmente preservado no prédio, sob “rigorosas condições de conservação”. Um dos elementos que atraíram gerações no museu é este esqueleto de baleia-fin, com cerca de 17 metros (Alexsander Ferraz/AT) Acervo O casarão que abriga o Museu de Pesca de Santos foi construído em 1908, sobre vestígios de uma antiga fortificação do século 18. Inicialmente, o edifício sediou a Escola de Aprendizes-Marinheiros e, a partir de 1933, passou a funcionar como Instituto de Pesca Marítima. Atualmente, o museu reúne um acervo de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos, expostos tanto em ossadas quanto em peças taxidermizadas. Um dos principais destaques é o esqueleto de uma baleia-fin (Balaenoptera physalus), com cerca de 17 metros de comprimento e em torno de sete toneladas.