[[legacy_image_238067]] O Museu de Pesca de Santos, na Ponta da Praia, continua fechado até março. A informação foi obtida nesta terça-feira (10) por A Tribuna com o Governo do Estado. A obra é “complexa” porque está concentrada nas instalações elétricas, segundo a Administração. O trabalho custará R\$ 1,13 milhão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Palácio dos Bandeirantes informou que a aprovação da reforma pelo Corpo de Bombeiros e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) ocorreu em novembro passado. “Trata-se de uma reforma elétrica e hidráulica de grandes dimensões e que não se restringe somente ao museu, como também aos prédios do centro de pesquisa avançado do pescado marinho, e que tem como previsão de término para o mês de março”, afirmou a diretora do museu, Cristiane Neiva. O espaço fechou em outubro do ano passado. No site da instituição, é possível ver uma mensagem com a informação e um QR Code para se fazer um tour virtual pelo museu. Importância O Museu de Pesca é uma das principais atrações turísticas de Santos. Com arquitetura eclética, o prédio foi construído em 1906 para abrigar a Escola de Aprendizes Marinheiros, no local do antigo Forte Augusto, fortificação do século 18. Em 1931, passou a funcionar como Escola de Pesca e, em 1942, começou a tomar forma de museu. Mas só ganhou a denominação atual em 1950. O espaço abriga acervo do ambiente aquático. Dentre as atrações, um esqueleto de baleia com 23 metros de comprimento, lulas gigantes, Sala da Praia, Ala Lúdica, animais taxidermizados e uma grande coleção de areia de praias do Brasil e do mundo. O esqueleto da baleia tem 193 ossos e sete toneladas. Ela encalhou em Peruíbe, em agosto de 1941, durante a 2ª Guerra Mundial. No ano seguinte, seu esqueleto foi para o Museu, que começara a tomar forma justamente por causa dessa estrutura óssea. A lula gigante do espaço é a única em exposição no mundo. Está taxidermizada. Tem cinco metros e pesa 91 quilos. Há, ainda, raias gigantes também taxidermizadas e uma sala dos tubarões, onde estão expostos, por exemplo, um exemplar de tubarão-megaboca (Megachasma pelagios), com 1,90 metro; um tubarão-golfinho (Lamna nasus) de 1,80 metro; tubarão-galhudo (Carcharhinus plumbeus) de 1,70 metro e um tubarão-bico-de-cristal (Galeorhinus galeus), com 70 centímetros, procedente da Ilha dos Açores, em Portugal.