Revogação foi feita, de acordo com o Estado, para readequar o edital em Santos (Vanessa Rodrigues/AT) O edital para a contratação das obras de restauro e readequação do Museu de Pesca de Santos, fechado desde 2022, foi revogado. Segundo a Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (SAA), responsável pelo equipamento localizado na Ponta da Praia, a revogação ocorreu para ajustes na documentação da licitação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a pasta, a decisão foi tomada após a análise de contribuições e questionamentos feitos pelas empresas interessadas em assumir a obra, durante a fase de esclarecimentos do certame. Dada a complexidade dos trabalhos, que envolvem a recuperação e a modernização do edifício, que é tombado, a secretaria entendeu ser necessário revisar documentos para tornar mais claros os aspectos relacionados aos serviços previstos. Projeto aprovado A secretaria acrescentou que o projeto básico de restauro e reforma do Museu de Pesca já foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), o que confere “maior segurança técnica às intervenções previstas”. “A secretaria realiza atualmente a revisão final dos documentos complementares da licitação, incluindo a atualização e compatibilização do orçamento, a revisão dos projetos de cobertura e dos cronogramas de execução”, emendou a SAA. Ainda segundo a pasta, concluída essa etapa, um novo edital será publicado. As obras têm prazo de execução estimado em 15 meses, contados a partir da contratação do início do trabalho. Histórico No início de 2023, o Governo do Estado informou que o Museu permaneceria fechado até março daquele ano para obras de reforma. No ano seguinte, a Secretaria responsável anunciou a nova previsão de reabertura para novembro. Já em fevereiro, a pasta explicou que o adiamento ocorreu em razão da complexidade das intervenções no imóvel, construído em 1908 sobre vestígios de uma edificação do século 18, que é tombado. Inicialmente, o casarão abrigou a Escola de Aprendizes-Marinheiros e, a partir de 1933, passou a sediar o Instituto de Pesca Marítima. O atual museu reúne um acerto de 1,4 mil marinhos e permanece preservado no interior do prédio, sob “rigorosas condições de conservação”. Entre os destaques está o esqueleto de uma baleia-fin (Balaenoptera physalus), com cerca de 17 metros de comprimento. O investimento nas obras é de R\$ 1,2 milhão.