[[legacy_image_157577]] No passado, proibidas de trabalhar. Hoje, figuras de destaque no mundo do emprego. Assim, as mulheres provam seu poder no dia a dia. Por isso, nesta terça-feira (8), quando se comemora o Dia Internacional da Mulher, A Tribuna traz histórias de quem movimenta o setor comercial de Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Com 21 anos, Larissa Rafaela da Silva foi atrás do sonho de conquistar independência logo cedo. Começou a trabalhar aos 17 e mora sozinha. Continua lutando: é a única funcionária de uma loja de acessórios de celular no Centro. Inspirada na mãe, que começou a trabalhar aos 11 anos, a jovem diz que o maior orgulho em ser mulher está em ter “força, independência e vontade de poder vencer na vida”. Ela relembra que, no primeiro emprego — em uma empresa de segurança patrimonial —, teve que enfrentar preconceito. “Comecei na área administrativa e depois fui para o RH (Recursos Humanos). Então, admitia o pessoal. Mas tinha aquele preconceito do homem de ver uma mulher bem mais nova do que eles.” Diferente de Larissa, Silvia Regina Nogueira mergulhou no mundo comercial para manter o legado dos pais: uma loja de rock no Gonzaga com mais de meio século de história. Mas a veia empreendedora só despertou quando ela perdeu os pais e precisou levar a empresa sozinha. [[legacy_image_157578]] InspiraçãoTambém inspirada na mãe, Silvia relata que cresceu aprendendo a trabalhar com amor. Hoje, segue os passos da família na tentativa de mudar a realidade das mulheres. “Há muita desigualdade. Às vezes, a mulher faz o mesmo serviço que o homem e não é reconhecida. Mas estamos batalhando por isso e, um dia, a gente chega lá.” Patrícia Mello Legeard, de 55 anos, é funcionária da loja há 12. Enfatiza que ser mulher é ter a capacidade de lidar com as situações de uma forma única. “É uma luta diária.” Para Marisa Ribeiro dos Santos, de 50 anos e vendedora há mais de 20 em uma loja de brinquedos, a força da mulher está na maternidade. “Ter a bênção de ser mãe, dar à luz, dar a vida”. Esse fato a aproxima da sua paixão por crianças. “Apesar de trabalhar porque preciso, eu coloco amor em tudo que eu faço.” A inspiração da sua vida também é uma figura feminina: sua mãe. Segundo Marisa, ela trabalhava em casa como bordadeira para ajudar o marido a sustentar a filha, para que a jovem não precisasse ter emprego antes de terminar os estudos. “Hoje, minha mãe tem 80 anos, é ativa e não se entrega.”