A mulher de 24 anos ficou deitada no chão com dor abdominal na Ponta da Praia, em Santos (Arquivo pessoal) A dor não podia esperar, mas teve que aguardar por minutos intermináveis: uma mulher ficou deitada na calçada à espera de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por quase duas horas. É o que testemunhou o empresário Zaul Favoreto, em frente à sua empresa, no bairro Ponta da Praia, em Santos, no litoral de São Paulo, por volta das 13h10 de terça-feira (21). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ela ficou mais de 50 minutos esperando. Foram feitas mais de 10 ligações e nada. Um absurdo”, afirma Zaul. “Só chegaram por volta das 14h53. É um absurdo, um tremendo descaso”, completa o empresário. Critérios e resposta Com base na reclamação, a Prefeitura de Santos destacou que o chamado do Samu pode ser incluído em um dos códigos abaixo: Vermelho: risco de morte iminente, tempo de resposta de até 15 minutos; Laranja: casos de risco, tempo de resposta de 30 minutos; Amarelo: tempo de resposta de até 60 minutos; Verde: tempo de resposta de até 120 minutos; Azul: tempo de resposta de até 4 horas. Sobre o caso denunciado pelo empresário da Ponta da Praia, a Administração Municipal afirmou que “o Samu recebeu chamado para o endereço mencionado e prestou, em tempo hábil, todo atendimento necessário à paciente, de 24 anos, que apresentava dor abdominal. Diante do quadro de saúde, o médico regulador classificou o atendimento como risco verde, ou seja, sem gravidade, de modo que o tempo de resposta de atendimento pode ser feito em até 120 minutos”.