<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.455387" attr-version="policy:1.455387:1742576887" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.455387/Projeto Canva.jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">Mulher foi levada para o 3° DP de Santos. Ela também teve o seu Chevrolet Meriva apreendida (que está a direita da foto) (Reprodução/Polícia Militar)</span></p> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{34}" paraid="1116414288" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Uma mulher, de 55 anos, foi presa em flagrante na sexta-feira (21) na Ponta da Praia, em <a href="https://www.atribuna.com.br/cidades/santos">Santos</a>, por ser suspeita de integrar uma quadrilha especializada em golpes de venda de bobinas de aço. Conforme apurado com a Polícia Civil, ela e outros criminosos se passavam por vendedores do material para conseguir extorquir os clientes. Os prejuízos causados pelo grupo, que já teria feito várias vítimas, já ultrapassam mais de R\$ 100 mil.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{143}" paraid="407961027" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a></p> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{143}" paraid="407961027" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">De acordo com as informações da Polícia Civil, a falsa vendedora era identificada pelo codinome “</span>Cátia”. Ela foi autuada em flagrante pelos crimes de tentativa de estelionato, estelionato consumado e associação criminosa. As investigações apontam que ela atua em coautoria com um homem conhecido como “Ricardo” e que ambos utilizam nomes falsos de funcionários reais do Porto de Itajaí, em Santa Catarina, para dar aparência de legitimidade aos negócios fraudulentos. Há ainda indícios de que a dupla integre uma organização criminosa voltada à prática sistemática de golpes no setor de compra e venda de bobinas de aço.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{153}" paraid="304780716" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A delegada titular do 3º Distrito Policial (DP) de Santos, Liliane </span>Doretto Lopes, explicou que a quadrilha está atuando há muito tempo no ramo, utilizando os nomes de pessoas que trabalham no porto para dar fundamento aos golpes. “Deram semana passada um golpe de R\$ 135 mil. A vítima, do mesmo ramo, começou a investigar, verificou o CNPJ, verificou tudo, e aí, como o crime se dá sempre em portos, na data de quarta-feira (19), a quadrilha entrou em contato novamente com outras partes, com outro comerciante do ramo de bobinas", conta a delegada.</p> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{153}" paraid="304780716" xml:lang="PT-BR">Segundo Liliane, a vítima percebeu que estava conversando com a mulher e passou a fazer uma investigação própria. "Quando chegou aqui em Santos, o motorista que tinha feito o negócio e levado o dinheiro para essa tal de Cátia, que agora a gente sabe que se chama Juscinéia, ela chamou a polícia como se ela estivesse sendo vítima dos dos compradores”, relatou a delegada.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{163}" paraid="1538182341" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">De acordo com Liliane, a PM percebeu que ela estava conversando com “Ricardo” e tentando apagar as provas no celular. A mulher foi reconhecida pelo motorista que levou o dinheiro para ela. “A gente verificou aqui, dentro dos documentos, que eles têm firma de pessoa jurídica, contrato social. Provavelmente, eles trabalham no ramo ou conhecem muito sobre o mercado de bobinas de aço. E foi assim que, de vendedores, passaram a cometer o estelionato”, explicou a delegada.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{173}" paraid="1325501558" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">“</span>O Ricardo, com todas as pessoas que conhece no ramo, oferece bobinas e até tem um Instagram onde as promove. Feito o negócio, ele solicita que o pagamento seja realizado via TED, pois os valores são altos, superiores a R\$ 100 mil. Após o pagamento, a vítima nunca recebe a bobina”, explicou Liliane.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{183}" paraid="1101432417" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Polícia Civil acredita que muitas vítimas</span> caíram no golpe. Por isso, a delegada pede para que as pessoas entrem em contato com a delegacia. “A mulher, uma das envolvidas, usa o nome de Cátia e, inclusive, é funcionária do Porto de Itajaí. O Ricardo também existe e é um funcionário do Porto de Itajaí”, afirmou a delegada.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{193}" paraid="2114324503" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Na opinião da delegada, os envolvidos no crime</span> realmente trabalharam no porto, pois conhecem muito bem o esquema e têm informações privilegiadas sobre o setor. Segundo ela, a vítima da tentativa de golpe desta sexta-feira (21) está há 16 anos no ramo e só não foi vítima do crime porque um amigo dele, do mesmo ramo, também estava investigando o caso. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{203}" paraid="1986700566" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Boletim de ocorrência</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> teve acesso ao boletim de ocorrência da prisão em flagrante da suspeita. No documento, consta que a equipe da 1° Companhia (CIA) da Polícia Militar (PM) foi acionada pelo Centro de Operações Policiais Militares (Copom) para atender a uma ocorrência na Rua Cypriano Barata, onde uma mulher estava detida. Ao chegar ao local, a equipe se deparou com dois homens e uma mulher.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{218}" paraid="359427672" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Um deles informou que foi a primeira vítima de estelionato, envolvido em uma negociação de carga de bobinas de aço no valor de R\$ 135 mil, realizada pela autora do </span>crime, a senhora Juscinéia Aparecida dos Santos, a suposta "Cátia". Inicialmente, a acusada se negou a falar e alterou sua versão várias vezes.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{228}" paraid="1363133229" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A segunda vítima estava negociando uma carga no valor de R\$ 212 mil, quando combinou parte do pagamento em espécie com o vendedor. No ponto de encontro, onde o pagamento seria realizado, </span>Juscinéia receberia o dinheiro, mas foi detida antes de conseguir.</p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{238}" paraid="1472028338" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A equipe encontrou com a acusada um aparelho celular, cartões, dinheiro e anotações, sendo que uma delas indicava a placa do caminhão que realizaria o pagamento. Posteriormente, foi localizado um carro Chevrolet Meriva. Dentro do veículo, foi encontrado outro celular.</span></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4ce8ddc7-2d0b-4269-a59a-13606f92bae9}{248}" paraid="1953299862" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">As partes foram conduzidas ao 3º Distrito Policial</span> (DP), onde o caso foi registrado e a acusada foi presa em flagrante. <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR"><strong>A Tribuna</strong> tentou localizar a defesa de </span>Juscinéia, mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem.</p> </div>