[[legacy_image_243864]] A mulher do velejador Edison Gloeden, o Alemão, de 66 anos, desaparecido desde o dia 15, estará neste sábado (4) com amigos diante da sede da Capitania dos Portos, na Encruzilhada, em Santos, para pedir à Marinha a retomada das buscas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Não há vestígios da embarcação, não apareceu nada até o momento no mar. Então, o veleiro deve estar indo pela corrente sul ou boiando em alto mar. Nem sei o que pensar", afirma, esperançosa em encontrar o marido vivo. "Talvez eu não consiga falar e as lágrimas terão lugar de mil palavras", diz Maria de Fátima Calaca Alves. A santista, de 65 anos, é casada com Gloeden há mais de 30. Ele saiu com o veleiro Sufoco III e desapareceu. Havia deixado a sede náutica do Clube Internacional de Regatas, em Guarujá, para testar o piloto automático do barco na Baía de Santos. "Não tenho como descrever o sentimento de desaparecimento. É um completo desespero, impotência e de você estar esperando notícias, sempre aguardando que ele possa aparecer a qualquer momento. Perceba a minha angústia, o meu desespero. É estar com a pessoa e, de repente, ela desaparecer. É horrível.", afirma. A Marinha do Brasil suspendeu as buscas na última terça-feira (31). O Corpo de Bombeiros também já feito o mesmo uma semana antes, no dia 24. “Neste período, foram realizadas buscas em uma área de aproximadamente 80.000 milhas náuticas e, infelizmente, nenhum indício que pudesse contribuir para a localização da embarcação e do condutor foi encontrado. O ocorrido continua sendo divulgado para os navios e embarcações que transitam na área do desaparecimento, e as buscas poderão ser retomadas caso surjam novas informações”, afirma a Marinha, que disponibiliza o telefone 185 para denúncias e emergências náuticas. CostumeFátima conta que o marido tinha o hábito de ir aos finais de semana para a sede náutica. "Ele sempre foi muito zeloso com o barco. Era uma terapia", conta. O veleiro foi comprado em 1999 com as economias do casal, atendendo a um sonho de Edison. "Ele fez o curso de capitão. Sempre se mostrou muito estudioso e cuidadoso com a navegação", emenda. Em 15 de janeiro, um domingo, ele saiu rumo ao local, como costumava fazer, para verificar o piloto automático da embarcação, que havia apresentado problemas anteriormente. "Ele sempre retornava para casa no final da tarde", afirma. Nesse dia, porém, Alemão não voltou. "Passei a noite em claro, muito angustiada. Na portaria da náutica não tem telefone e segunda-feira o local fica fechado", conta. Para completar, houve um temporal fortíssimo na madrugada de domingo para segunda. Muito preocupada, Fátima pegou a barquinha rumo à sede náutica do Internacional. "Antes de chegar lá, passei no posto de saúde do Bairro Santa Cruz dos Navegantes e indaguei se houve alguma intercorrência com o meu marido. Fui informada que não tinham nada", relembra. Assim que chegou na portaria da marina, na entrada dos funcionários, perguntou sobre o marido e onde estava o veleiro. "Percorri o local e não encontrei a embarcação. Então apareceu o gerente da marina, para quem perguntei a respeito do registro de saída do barco. Ele falou que não havia", detalha. Desde então, Fátima tinha tentado telefonar para o marido e não tinha conseguido qualquer contato.