[[legacy_image_283834]] “Eu achei que iria morrer”, conta Drielly dos Santos, de 26 anos, que foi atingida na cabeça por um pedaço de concreto em um 'túnel' na travessia de catraias entre Santos e o distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no último domingo (23). Nesta terça-feira (25) a Autoridade Portuária informou que o local será interditado. Drielly voltava para casa após fazer a prova do concurso público de Santos, para uma vaga de secretária escolar, quando foi surpreendida por um pedaço de concreto, de aproximadamente 40 centímetros e 10 quilos, que se desprendeu do teto do túnel que faz a passagem da catraia. A embarcação teria parado no local para esperar um navio manobrar. De acordo com ela, tudo foi muito rápido. Ela estava sentada, ao lado de um amigo e os dois conversavam sobre a prova, quando a peça despencou. “Foi muito ‘do nada’, o túnel não estava nem esfarelando ou coisa do tipo”, relembra. Drielly ainda conta que não sentiu a dor do impacto, apenas se deu conta quando sentiu o sangue escorrendo sobre seu rosto. “Tentaram me acalmar e me deram um lencinho para limpar o sangue. Os passageiros estavam assustados”. Mesmo após o acidente, os passageiros precisaram esperar o navio terminar a manobra. Logo após, um funcionário da catraia levou a vítima para o hospital, onde foi realizados os exames - que felizmente não acusaram nada grave. Drielly alega estar com muita dor e que tem ido ao hospital para tomar medicação. Apesar disso, se sente feliz pelo ‘livramento’. “Eu tive uma sensação de quase morte. Aquilo foi um livramento, uma misericórdia de Deus, não tem outra explicação. A pedra caiu de raspão na lateral da minha cabeça, se tivesse caído no centro, eu acho que eu teria morrido”. Uma das testemunhas do ocorrido, o atendente Chrystian Araújo também diz que felizmente o caso não teve uma vítima fatal e que poderia ter sido ele ou alguém da família. “É um sentimento de impotência. Você se vê vulnerável”.