[[legacy_image_265717]] O primeiro dia de validade das mudanças viárias na área do Boqueirão, por conta das obras na Rua Azevedo Sodré, teve momentos de fluidez, migração de trânsito e algumas queixas de motoristas. Porém, de acordo com a CET-Santos, um diagnóstico mais detalhado sobre o comportamento dos motoristas só deve ser feito após a primeira semana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Para o diretor-presidente, Antônio Carlos Silva Gonçalves, apenas depois desse período o panorama real do trânsito na região poderá ser traçado. “Ao longo dessa caminhada, vamos ter alguns ajustes nesse trânsito, de sinalização a rotas. E a gente vai ter plena informação ao final da primeira semana. Tudo porque o comportamento dos veículos, a cada dia da semana, é de uma forma. Você tem um volume maior na segunda, às vezes na sexta. Não é homogêneo”, pondera. Segundo ele, na hora do almoço, por exemplo, foi verificado maior trânsito na Rua Mato Grosso. “A rua não estava comportando a quantidade de veículos que estava migrando para lá. Isso tudo vai ser acompanhado”, reforça Gonçalves. Outro ponto a ser observado seria o comportamento de quem utiliza a Rua Galeão Carvalhal, normalmente de grande trânsito nos finais de tarde. Na “análise comportamental” dos motoristas, entende ele, está até a troca por rotas que nem estão próximas do foco das mudanças viárias. “Tive a informação de que a Machado de Assis, que está longe do burburinho, ficou sobrecarregada, mas é uma importante via de acesso ao Boqueirão”, raciocina. O diretor-presidente da CET ressaltou a importância da utilização de aplicativos de trânsito, como o Waze, para a devida orientação dos motoristas em tempo real. “É cultural. O santista não costuma usar o Waze na Cidade, apenas fora. Mas é importante para fazer o caminho sem maiores problemas”, recomenda. In loco A Tribuna esteve na parte da manhã circulando pelo Boqueirão, especialmente na Rua Minas Gerais, cujo sentido foi invertido, agora da Avenida Conselheiro Nébias para o Canal 3, e adjacências. Viu boa presença de agentes da CET e sinalização com cones, faixas e painel luminoso. Entre motoristas e pedestres, diferentes reações. “A CET apenas põe uns cones e o motorista que se vire”, afirma Marcos Bibian, que trafegava pela Rua Minas Gerais. Já a pianista Sonia Heloíse era só elogios. “Está ótimo”, resume. A cuidadora Eliana Henrique, que mora no bairro, também mostra otimismo “Se for para melhor ter essa paradeira toda, fico agradecida”, afirma. No entanto, havia quem achasse as mudanças “confusas”. A Reportagem até viu um carro “atropelando” um cavalete na Rua Eloy Fernandes. “Está ficando complicado poder circular. Porque não tem quase sinalização antes das placas e mudaram várias ruas”, aponta o motorista de aplicativo Bruno Leal. A professora universitária Ana Célia Rodrigues, por fim, deu um veredito positivo às mudanças no Boqueirão. “O bairro merece esse cuidado. Dá para conviver com esse transtorno, mas a Azevedo ficará muito melhor, com a infraestrutura necessária e um embelezamento”.