Doença é causada pelo mpox vírus e, entre seus sintomas, estão as erupções cutâneas ou lesões de pele (Reprodução/ Hospital Israelita Albert Einstein) Dois casos de Mpox foram registrados em Santos, no litoral de São Paulo, neste início de ano. A Prefeitura, que confirmou os casos na tarde desta sexta-feira (20), informou que os dois pacientes são homens com idade entre 25 e 35 anos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Administração Municipal, os casos deste ano ocorreram no mês de janeiro. Os dois homens tiveram boa evolução no tratamento da doença e foram curados no mesmo mês. No ano passado, a cidade da Baixada Santista também registrou dois casos de Mpox. A Tribuna entrou em contato com os outros oito municípios da região, para confirmar se há mais casos de Mpox na Baixada Santista. Até o momento, Cubatão, Bertioga, Peruíbe, São Vicente e Mongaguá afirmaram que não tiveram confirmações da doença em 2026. No Estado de São Paulo A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da Mpox e mantém articulação permanente com as secretarias municipais de saúde e com a rede assistencial. De acordo com a pasta, os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico, além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos. "No âmbito estadual, a SES-SP coordena, apoia e consolida as ações de vigilância e resposta, visando assegurar rapidez na detecção e conter qualquer sinal de transmissão ampliada", complementou a secretaria. Conforme dados do painel de monitoramento da SES-SP, o Estado de São Paulo registrou 44 casos da doença em 2026. No ano passado, em janeiro foram registrados 79 casos e em fevereiro 47, totalizando 126 registros nos dois primeiros meses de 2025. A doença Segundo o Ministério da Saúde, a Mpox é uma doença causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Trata-se de uma enfermidade zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com pessoa infectada pelo mpox vírus; materiais contaminados com o vírus e animais silvestres (roedores) infectados. Entre os sintomas estão erupções cutâneas ou lesões de pele; adenomegalia linfonodos inchados (ínguas); febre; dor de cabeça; dores no corpo; calafrio e fraqueza. Prevenção De acordo com a Prefeitura de Santos, as formas de prevenção são evitar o contato direto com o paciente doente (seja confirmado ou suspeito); isolamento do caso confirmado ou suspeito da doença; lavar as mãos, roupas e higienizar superfícies. No aparecimento de sintomas, recomenda-se que a pessoa procure a policlínica de referência do local de moradia.