[[legacy_image_59720]] Com dificuldades financeiras, por causa da alta dos preços dos combustíveis, sentida por todos os brasileiros no começo deste ano, um motorista de aplicativo resolveu driblar as adversidades econômicas de uma forma criativa. O santista Thiago Thomas Martins Alves de Oliveira, de 42 anos, criou uma “mini loja de conveniência” dentro do próprio carro.Confira mais detalhes na videorreportagem a seguir. [[legacy_youtube_bp_oufmTuyg]] Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Preocupado com a diminuição direta entre os valores altos e o seu lucro diário, cerca de R\$50,00 a R\$100,00 a menos por dia, ou seja, quase R\$700,00 semanais, Thiago resolveu criar o novo negócio para ajudar a custear a gasolina para o dia a dia de trabalho na Baixada Santista. “A ideia da loja foi para ajudar no combustível (...). E tem ajudado bastante, porque as corridas estão há seis anos sem reajustes, os preços e a inflação subiram e nós não tivemos nenhum reajuste”, contou. Inicialmente, Alvez investiu cerca de R\$250,00 em balas, chicletes, doces, água, salgadinhos e carregadores de celular, de forma espontânea, sem muita pretensão. Mas, logo no primeiro dia em que circulou com os novos itens no carro - há dois meses, em maio - foi surpreendido por um gesto de carinho. “Uma moça gostou tanto da minha ideia que comprou todo o meu estoque e pagou com cartão de débito. Eu fiquei chocado e muito feliz. Foi muito bacana, a troco de nada, só para reconhecer o meu trabalho”, lembrou emocionado. De lá para cá, no final do mês, o lucro final com os itens e guloseimas da pequena loja, Alves ganha cerca de R\$200,00; valor baixo, se comparado com a média que passou a perder mensalmente, mas que já o ajuda durante a jornada de trabalho de aproximadamente 10 horas diárias de sete dias semanais. “Com duzentos reais eu consigo pagar dois ou três dias de combustível”, explicou. Além dos ganhos financeiros, Alves conta que tem um retorno positivo dos passageiros. “Muita gente pede para tirar foto e vídeo, fala que tem que ter mais motoristas assim e até tem algumas pessoas que propõem novas ideias, como venda de cosméticos. Alguns já me pediram cigarro, engov, camisinha, tudo”. E lembra também que o maior aprendizado da nova ideia foi a possibilidade de driblar as adversidades. “Correr atrás só depende de ter força de vontade, do céu só cai chuva”, finalizou.