[[legacy_image_255056]] Queimaduras de segundo grau no pescoço. Esse foi o estado em que ficou uma cuidadora de idosos, de 29 anos, após ter sido enforcada por um fio de telefonia na tarde da última sexta-feira (17), enquanto passava de moto pela Avenida Bernardino de Campos (Canal 2), no Gonzaga, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A vítima, Thaina Carolina dos Santos Vieira, é moradora de São Vicente e conta que estava a caminho de uma consulta médica de moto. A filha dela, de 9 anos, estava na garupa do veículo no momento do incidente. “Quando chegou ao semáforo, passei e senti um fio agarrando meu pescoço. Não consegui parar a moto de imediato, porque estava em uma certa velocidade e pensei na minha filha. Endureci o corpo e o fio foi rasgando pelo meu pescoço até eu conseguir parar e fiz isso para não deixar minha filha cair. Estava vindo muito carro no momento. Fiquei com medo e preocupada com ela”, explica. A partir deste ponto, a história fica um pouco mais confusa para a cuidadora. Afinal, ela comenta que conseguiu parar a moto, recebeu ajuda de populares e tirou o fio que ficou grudado em seu pescoço. Em seguida, Thaina diz ter desmaiado. “Minha filha desceu e tirei o fio. Não sangrou. Como foi queimado, ele ficou inchado e saiu a pele em uma parte (do fio). No momento em que o fio estava queimando no meu pescoço, me deu uma sufocada. Desmaiei e estava desnorteada, tentando entender o que tinha acontecido”, relembra. Entre os flashes de recordação entre o desmaio e o período em que acordou, Thaina explica que perdeu a consciência e, logo após, viu pessoas preocupadas em volta. "E, lembro, da minha filha gritando". “Ela está super apavorada, por conta do que aconteceu. Às vezes, ela olha para mim e chora. Eu trabalho por conta e perdi alguns dias porque tenho que ficar dentro de casa de repouso. Meu pescoço dói para dormir e tomar banho. Foi uma queimadura de segundo grau e agora tento me recuperar por negligência de certas pessoas”, diz. Agora, a vicentina estuda para entrar com uma ação na Justiça contra a Algar Telecom, empresa responsável pela fiação que a atingiu no pescoço, pois alega não ter recebido assistência da companhia durante todo o caso, mesmo sem o trecho estar devidamente sinalizado. “É desumano o que fizeram. Ninguém prestou o mínimo de socorro ou preocupação”. Em nota, a Algar Telecom lamentou o acidente e disse que "prestará assistência à vítima". A empresa declarou que "apura o caso com o parceiro responsável pelos reparos na rede e permanece à disposição para prestar informações às autoridades responsáveis".