[[legacy_image_262968]] A enfermeira, escritora e ativista política brasileira atuante no Movimento Negro e no Movimento de Mulheres Negras, Alzira dos Santos Rufino, morreu na madrugada desta quinta-feira (27), aos 73 anos. Ela estava internada no Hospital Ana Costa. A causa da morte não foi divulgada. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Não haverá velório e a cremação está prevista para ocorrer às 14 horas desta quinta-feira (27) na Memorial Necrópole Ecumênica. Nascida em Santos e graduada em Enfermagem, Alzira dos Santos Rufino foi uma ativista na luta pela igualdade racial. Rufino atuou no Movimento Negro, na defesa pelos Direitos da Mulher, sobretudo da mulher negra. Ela também é precursora do Coletivo de Mulheres Negras da Baixada Santista e do afroempreendedorismo na Cidade. Além disso, também fundou a Casa de Cultura da Mulher Negra em Santos e foi a primeira escritora negra a ter seu depoimento registrado pelo Museu de Literatura Mário de Andrade, de São Paulo. Em 1992, recebeu o título de "Cidadã Emérita" da Câmara Municipal de Santos, sendo a primeira mulher negra a receber essa homenagem na região. Em 2005, ela foi uma das 52 mulheres brasileiras indicadas para o Projeto 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. "Alzira Rufino é símbolo da luta das mulheres negras e símbolo da luta antirracista. Sua vida foi dedicada á criação de políticas afirmativas, que sempre visaram a inclusão do povo negro nos espaços de poder. Alzira fará muita falta, mas seu legado seguirá como inspiração para todas nós, mulheres negras", disse a vereadora do PSol, Débora Camilo.