[[legacy_image_220192]] Foi enterrado na sexta-feira (4), no Cemitério de Vicente de Carvalho, em Guarujá, o corpo de Guliart Martins Corrêa, de 91 anos. Ele morreu na quinta-feira, de causa não informada. Entre a década de 1970 e 1985, trabalhou em A Tribuna como revisor. Estava aposentado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Corrêa tinha formação superior em Jornalismo, Filosofia, Ciências Contábeis, Letras e Direito, de acordo com um de seus cinco filhos, Paulo Eduardo Corrêa. “Ele sempre se referiu com carinho ao jornal e à família Santini”, afirmou, em telefonema à Redação. Paulo tem na memória o ano de 1985 como o último do pai no jornal devido à morte, naquele ano, do presidente eleito Tancredo Neves (1910-1985), escolhido em votação indireta pelo Congresso Nacional. Era o fim de 21 anos de regime militar no País. “Ele ficou 36 horas no jornal”, relembra, em alusão ao volume de trabalho — a revisão e a correção de textos que seriam publicados em edições alusivas e seguintes à morte de Tancredo. “Eu morava com ele e, ainda no domingo, ele estava se lembrando de como foi recebido no jornal.” Um dos que conviveram com ele foi o jornalista Joaquim Ordonez, repórter e editor em A Tribuna por 35 anos, entre 1977 e 2012. “Profundo conhecedor da Língua Portuguesa, Guli, como era chamado, tinha as características de um lorde inglês, sempre elegante e cordial no tratamento com as pessoas”, escreveu, na sexta-feira, no Facebook. FAMÍLIA O revisor era filho de Elisa Morone Corrêa e Lydio Martins Corrêa (1909- 1983), que foi vereador e presidente da Câmara de Guarujá e cujo nome é dado a uma avenida no Bairro Vila Zilda. Ele estava viúvo há três meses de Eneida de Oliveira Corrêa, com quem foi casado por 71 anos.