[[legacy_image_63837]] Morreu nesta segunda-feira (22), aos 63 anos, ojornaleiro Amâncio de Jesus Pires, proprietário da tradicional banca Estátua, em Santos. Ele faleceu vítima de complicações decorrentes da covid-19 após um período de internação em UTI. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Amâncio estava há 46 anos à frente da banca, que já existe naquele ponto, próximo à Praça Independência, há mais de sete décadas. A página da Santos Comic Expo (SCE), no Facebook, lamentou o falecimento do comerciante. "Um indivíduo único, por vezes polêmico e controverso, sempre agitado e aguerrido em seus negócios, Amâncio e sua banca são responsáveis por ao menos duas gerações ou mais de leitores de quadrinhos em Santos. Situada no coração do Gonzaga, há três décadas a Banca Estátua, sob seu comando, trouxe material importado e publicações de RPG, bem como desenvolveu um acervo ímpar de quadrinhos ao alcance de seus clientes". A SCE também destacou que "épreciso reconhecer que Amâncio e sua família, e os que trabalharam em momentos diversos nestas últimas décadas na Estátua, são parte inquestionável da história dos quadrinhos, da cultura Geek, Nerd, e tantos outros nomes em nossa cidade sede". Proprietário da Livraria Realejo, "vizinha" a banca, José Luiz Tahan também publicou uma homenagem ao jornaleiro. "Éramos vizinhos e posso dizer que éramos amigos. Raramente falávamos de assuntos fora das nossas rotinas incertas de comerciantes. Ele lamentava não ter a mesma força de anos anteriores, quando jornais e revistas eram insubstituíveis, não migraram para o mundo digital. Mas Amâncio era um forte. Se adaptou mil vezes e fez história com Hqs, figurinhas e tudo mais que a maior banca de jornais da história de Santos se propunha a vender". Ex-secretário de Cultura de Santos, Raul Christiano recordou que, antes da pandemia, ia com frequência a banca para buscar jornais e revistas. "Amâncio vinha desgostoso com a diminuição da sua clientela, em especial dos leitores de jornal impresso. As HQs eram o seu carro-chefe, os jornais da região e da conexão São Paulo-Rio de Janeiro também, mas ele precisou diversificar as suas ofertas. Esse vírus maldito está nos empobrecendo, em todos o sentidos".