[[legacy_image_338558]] Moradores de um prédio da Ponta da Praia, em Santos, estão preocupados com as ações de um homem de 60 anos que é portador de esquizofrenia, mora sozinho, não toma os remédios controlados e faz ameaças pelo edifício portando uma faca. O morador do prédio, Mauricio Alberto Cardoso Ramirez, de 54 anos, recorreu à reportagem de A Tribuna. "Eu e minha esposa estamos vivendo um inferno já faz um tempo. Ele sempre vem pra cima de mim e já furou o pneu da minha moto duas vezes". Maurício conta que já fez três boletins de ocorrência no 3° Distrito Policial (DP) de Santos e já foi até na Defensoria Pública, mas nada é resolvido. "A síndica não quer nos ajudar. Ela foge, falou que não quer saber e que não é com ela. Pedi uma assembleia, mas ela não quis marcar". [[legacy_image_338559]] Segundo relatos enviados à redação, ele morava com a mãe até 2020, quando ela morreu de covid-19. Na época, ela misturava os remédios no café e certificava-se que ele estivesse psicologicamente controlado. Depois disso, o homem foi morar com o irmão, que também faleceu, e acabou tendo que retornar ao apartamento. Atualmente, o imóvel está no nome do pai, que deixou a família e está morando no sul. Eduardo, que reside no mesmo andar que ele, também relata um episódio. "Ele chegou bêbado e quebrou o corrimão do prédio. Encontramos ele caído no chão e chamamos a polícia porque não sabíamos qual era o estado dele". Além disso, houve casos de ele defecar na frente do prédio. De acordo com Maurício, que está com o caso na Justiça, há vídeos do homem furando pneus e até um outro envolvendo agressão, mas que não foi entregue pela síndica. "No domingo (18), ele veio para cima de mim e me deu um soco na barriga. Tive que sair correndo e chamei a polícia, que disse que não ia dar em nada porque 'ele tem problema'". A Tribuna entrou em contato com a síndica do edifício, que prefere não ser identificada, e obteve a seguinte resposta: "Isso é um assunto pessoal deles e o prédio não vai se envolver nisso e nem eu pessoalmente". Ainda segundo ela, o homem não danificou nada no prédio e não há o porquê de dar uma declaração. A Polícia Civil informou, em nota, que o caso citado foi registrado no 3° DP, e que, por se tratar de crime de ação condicionada, a autoridade policial cientificou a vítima quanto ao prazo para a representação criminal contra o autor.