[[legacy_youtube_38rkeg2uU4k]] No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia de coronavírus. De lá para cá, muita coisa mudou, desde a maneira como nos relacionamos até a forma de trabalho. O que não mudou foi o desejo da população pelo fim da maior crise sanitária dos últimos anos. Pensando nisso, a equipe de A Tribuna foi até o bairro do Gonzaga, em Santos, e ouviu moradores e trabalhadores da região em um “Povo-fala” sobre ‘previsões’ pelo término do período e mudanças causadas nas suas vidas. Confira a videorreportagem acima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em alguns segundos, os entrevistados responderam cerca de três perguntas que se baseavam em suas expectativas pelo fim da pandemia, o que precisa ser feito para que alcancemos a “sonhada” data e o que a doença alterou em suas vidas. A empresária Ligia Cauduro destacou a confiança na vacinação, mas fez ressalvas. “Acho que vai acabar quando tivermos as vacinas, mas, infelizmente, elas não estão chegando como gostaríamos, ainda mais em um país tão grande e populoso como o Brasil”, diz. “Gostaria que acabasse ainda hoje, mas sei que ainda vai demorar”. O motoboy Marcos Cicarine Costa concorda e ressalta que as vacinas são primordiais para o fim do período. “A pandemia, para mim, só vai acabar quando chegar essa vacina. Hoje, os idosos estão sendo vacinados, mas todos precisamos”, explica. Perguntado sobre o impacto gerado, ele ressaltou que a profissão o mantém ‘na ativa’, uma vez que o delivery é considerado “serviço essencial”, mas sente o problema econômico gerado pelas restrições do comércio. “Alguns estabelecimentos fecharam as portas. Nós, os motoboys, temos trabalho por conta do sistema de delivery, mas mexeu muito com o povo brasileiro”. [[legacy_image_63654]] Por sua vez, Márcio de Oliveira Silva, que é proprietário de um estacionamento no Gonzaga, reclamou do governo federal, disse que seu estabelecimento foi prejudicado pelas fases mais restritivas e revelou o sofrimento pela morte de dois parentes por conta da Covid-19. “Acho que vai demorar, né? Do jeito que está essa situação, sem ajuda do governo federal, como vai acabar?”, questiona. O autônomo Alvanir Fonseca também teceu críticas ao governo e não demonstrou grandes expectativas em um retorno breve à normalidade. “Acho que ainda vai demorar um pouco. Enquanto o presidente e governador brigam, o povo paga com a vida”, diz Fonseca, que também relatou que não consegue completar a renda com ‘bicos’ que antes eram feitos nas casas dos clientes por conta do risco de contaminação. Os entregadores de alimentos por aplicativos também sofrem durante a pandemia, mesmo que o delivery seja considerado “serviço essencial”. A equipe de A Tribuna entrou em contato com dois profissionais do ramo, que estavam aguardando novos pedidos na Praça da Independência. Samuel Evangelista de Campos acredita que a pandemia ainda deve demorar “seis meses” e descreveu as dificuldades que observa no comércio local. “Está afetando muitos empresários e autônomos. A minha esposa está trabalhando meio período, então, isso nos afetou bastante”. [[legacy_image_63655]] Por fim, Matheus Esteves de Santana, que também é entregador, fez um apelo à população. “Falta consciência de todo mundo. Precisam ter responsabilidade e não ficarem em aglomerações. Sabem que [o coronavírus] está matando, e é com qualquer pessoa”, desabafa. “Mexeu bastante [na minha vida], pois, querendo ou não, nesta pandemia, é difícil encontrar um trabalho registrado”, finaliza.