Todos estavam tentando acionar a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar, mas as tentativas de ligação não eram efetivas (Reprodução) O som e os barulhos de bailes realizados na rua estão atrapalhando o sossego dos moradores do Morro da Nova Cintra, em Santos. Segundo relatos feitos à reportagem de A Tribuna, o som começa às 15h, com os eventos que acontecem na Lagoa da Saudade. Porém, logo após o fim da festa, muitas pessoas permanecem ao redor do bairro, escutando música de maneira clandestina, sem fiscalização. (Veja vídeo mais abaixo). Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! No último fim de semana, não foi diferente em relação aos outros, com a continuidade do barulho. Desde a noite de domingo (19) até a madrugada desta segunda-feira (20), as músicas não pararam de tocar, segundo um morador que preferiu não se identificar. “Além do som ensurdecedor, os jovens que estão no local também começam a brigar na frente das residências”, disse. Ainda de acordo com ele, todos estavam tentando acionar a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar (PM), mas as tentativas de ligação não eram efetivas. “Só terminou às 1h da manhã. Nós temos crianças, idosos e adultos que também precisam dormir para poder trabalhar no outro dia”, contou. -vídeo twitter (1.448335) O morador também explicou que, logo pela manhã, quando os moradores saem para trabalhar, a rua está repleta de lixo. “Muitas crianças brincam pela rua, o que é muito perigoso. Além disso, não é só nas vias que há lixo; a lagoa também está cheia de sujeira”. Cansado desta situação constante, o morador enviou um email à Prefeitura de Santos cobrando providências sobre os eventos. "É baile com som alto até altas horas da madrugada, e somos obrigados a ficar ouvindo esse tipo de música, que na maioria das vezes é de cunho sexual e denigre a imagem feminina. Sem falar na imensa sujeira que é deixada, copos e garrafas com bebida espalhadas por todo o perímetro do lago e o cheiro de urina muito forte. Lamentável e triste essa situação". Outra moradora, que também preferiu não se identificar, contou à A Tribuna que está impossível conseguir descansar com esses barulhos e cobrou um posicionamento da Prefeitura em relação ao caso. O que diz a Administração? A Prefeitura de Santos informou, em nota, não ter responsabilidade sobre o crime de perturbação de sossego e explicou que essa é uma questão de Segurança Pública, a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP). Por fim, ressaltou que a Guarda Civil Municipal, que dá apoio às forças de segurança, não foi acionada. A Tribuna também entrou em contato com a SSP-SP para um posicionamento sobre a situação dos moradores, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.