[[legacy_image_51936]] O conjunto habitacional Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, também conhecido como “BNH Aparecida”, é um dos locais mais conhecidos da cidade de Santos. Prestes a completar 50 anos, celebração que vai acontecer em agosto, a equipe de A Tribuna entrevistou moradores para saber como é o dia a dia dentro do conjunto. Na maioria dos relatos, a boa convivência com os vizinhos foi ressaltada. Confira na videorreportagem abaixo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_txkH-0EsjOE]] Em 1971, as primeiras chaves do conjunto, que possui 3.288 apartamentos divididos em 12 condomínios, foram entregues aos novos moradores. Quase cinco décadas depois, o BNH continua sendo uma referência dentro do bairro Aparecida. São mais de 10 mil moradores vivendo ali e, nos últimos anos, com as melhorias realizadas na parte interna e nos arredores, os apartamentos valorizaram. Mesmo com a modernidade, continuam sendo características do local a amizade entre os vizinhos e um clima que lembra até algumas cidades do interior, onde todos se conhecem. Em entrevista, o síndico do Condomínio Argentina, Armando de Jesus Colin, de 72 anos, destacou a relação com os vizinhos e contou sobre sua função dentro do conjunto habitacional. “É muita história [de BNH]! Morar aqui é ótimo, tenho muitas amizades e o local é bem movimentado. Nunca estamos sozinhos, pois sabemos que os amigos e vizinhos são a nossa família”, explica. “[O trabalho como síndico] é bom, pois todos me entendem, levo tudo na conversa e não aceito brigas. Estou na primeira gestão, que vai até novembro [de 2021], são dois anos no total”. A boa relação com a vizinhança também é descrita pela dupla de amigos aposentados Joel Del Ciello, de 76 anos, e José Veríssimo de Mello, de 75 anos. “Morar aqui é muito bom e tranquilo. Ninguém mexe com você. Sinto que melhorou [ao longo dos anos] a parte comercial. Se você der uma volta aqui, encontra tudo que precisa”, diz Ciello, que mora no BNH há 11 anos. Por sua vez, Mello está no conjunto habitacional desde a fundação e, hoje, aproveita a tranquilidade para vender ovos aos colegas durante as manhãs. “Quando cheguei aqui, era ruim de morar, mas, agora, é uma beleza”, explica. “Se eu precisar de algo, a ‘molecada’ aqui me ajuda [nas tarefas diárias]”. [[legacy_image_51937]] Outra pessoa que mora no BNH desde a sua entrega é a dona de casa Sônia Marilza, 68 anos. Ao longo de sua vida, observou a diferença nas brincadeiras das crianças nas ruas do conjunto, ou a falta delas nos dias de hoje. “Antigamente, os meus filhos brincavam muito na rua com os amigos de ‘pega pega’ e ‘rouba bandeira’”, lembra. “Hoje, tenho um neto, que é meu vizinho, mas fica direto na internet e não aproveita tanto o espaço”. Apesar de muitos aprovarem a moradia, outros possuem alguns questionamentos sobre o dia a dia. De acordo com o orientador de público Gláucio Medeiros, de 37 anos, que mora no conjunto há cerca de 22 anos, a falta de organização é um problema. “Para mim, é mais por uma questão de moradia. Não tenho muitas amizades por aqui. É bacana no ponto de vista das proximidades das coisas (localização). Após a vinda do Shopping [Praiamar], deu uma valorizada, mas sofremos com a desordem”. O funcionário Carlos Geraldo, de 49 anos, é querido pelos moradores do BNH e, apesar de morar em outro local, aproveita a tranquilidade do conjunto diariamente. “Gosto muito, me dou bem com o pessoal, com os companheiros de trabalho e moradores. É um lugar bom”, conclui.