No pião, o número 3 da sorte em 1994; hoje, as lembranças de um dia inesquecível (Sílvio Luiz/AT) A trilha era inconfundível. Assim que Silvio Santos ordenava o giro do “pião da casa própria”, a expectativa crescia, tanto na plateia como no palco. O número desejado indicava a conquista: uma casa própria. Pois a professora aposentada Maria Regina Freire Martins, de 84 anos, que mora no Gonzaga, em Santos, conseguiu o prêmio máximo oferecido pelo Baú da Felicidade há três décadas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Até hoje, ela guarda lembranças daquele fevereiro de 1994, no palco do ícone da TV brasileira, no programa Festival da Casa Própria. Fotos ao lado do “patrão” e uma reprodução da publicidade distribuída na loja do Baú são mostrados com orgulho pela “colega de trabalho” de Senor Abravanel. “Ele me chamou de ‘santista’ logo de cara, porque sabia que eu era daqui. ‘Vamos ver se você vai ter sorte’, insistia ele. Fui a primeira a rodar o pião e tirei 3, um número baixo. Só que a outra senhora tirou 2. Aí, o Silvio me disse que eu era uma mulher de sorte”, recorda Maria Regina. Na plateia, a família comemorou a conquista e subiu ao palco, uma tradição nos programas de jogos de Silvio Santos. Antes de entrar no ar, cuidados com a maquiagem e a satisfação de estar perto de um ícone da televisão. Ela e Silvio estavam conectados por um carnê, pago rigorosamente em dia. “A gente comprava o carnê e, quando não era sorteado, podia retirar em produtos na loja do Baú da Felicidade. Tirei jogo de lençol, tinha jogo de panelas, esses tipos de presentes”, acrescenta. O imóvel Ela conta que nem acreditou quando recebeu a informação de que tinha sido sorteada para participar de um dos programas de prêmios. A produção insistiu, com telefonema e telegrama. Só então Maria Regina se convenceu de que tomaria parte na disputa do “pião da casa própria”. Na ocasião, foi definido o valor máximo do imóvel a ser adquirido como prêmio, que ficava no Bairro Campo Grande. O pagamento, assim como as despesas de cartório, ficaram por conta do SBT. A família não chegou a morar no local, mas a lembrança ficou. “O programa me atraía, porque era o domingo inteiro. Gostava quando ele jogava o dinheiro para cima, porque o pessoal corria e ficava feliz da vida”. Assim como Maria Regina há 30 anos.