[[legacy_image_271856]] A história de 'Costelinha', um cachorro da raça pinscher, só não teve um final triste por causa da boa ação e ajuda da acompanhante de idosos Carla Pinto de Oliveira. Era o fim da tarde do dia 21 de maio, quando Carla saiu de casa, no Marapé, em Santos, para resgatar o cãozinho abandonado no bairro Costa e Silva, em Cubatão. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Tudo começou quando ela olhava o Facebook e viu um post de uma moça pedindo socorro por causa de um cachorro que estava chorando no mato. "Ela o pegou, pensando que o bichinho estava morto e o levou para casa". O problema, segundo a acompanhante de idosos, é que a moça do post não poderia cuidar de Costelinha, porque ela já tinha cinco cachorros de grande porte. Por isso, começou a procurar ajuda nas redes sociais. Foi quando o destino de 'Costelinha' cruzou com a de Carla. "Quando eram umas 18h30, a chamei e perguntei se alguém tinha se manifestado. Ela disse que não. Então, fui até Cubatão para encontrá-lo. Era um cheiro de podre. Parecia que o animal estava morto. Meu filho voltou para Santos dirigindo muito rápido e o levamos à clínica para ver o que poderia ser feito. Carla, que também é voluntária de ONGs que ajudam animais, achou que ia conseguir ajuda para Costelinha. O cãozinho tomou injeção para dor e antiinflamatório e foi para casa com Carla. "Ele estava com a mandíbula quebrada, desnutrido e desidratado. Comecei a dar água na seringa, bati sachê com água para alimentá-lo. A linguinha dele enrolava. Era uma coisa muito forte de ver". No dia seguinte, ela correu em algumas ONGs para ver o que conseguia de ajuda, mas não teve sucesso. Todos disseram que não podiam fazer nada. "Pensei, não vou deixar ele morrer, vou fazendo o que eu posso". De volta à clínica, Costelinha foi internado por conta do quadro de desnutrição. Depois, fez alguns exames que apontaram uma infecção."Ele ficou dois dias internado apenas, porque os veterinários queriam retirar a mandíbula dele". Carla conta que a filha de uma amiga indicou um outro veterinário. "Fui lá, paguei uma nova consulta e ele fez outra radiografia. O veterinário falou que dava para operar, mas o valor seria de R\$ 6 mil só a cirurgia. O irmão de uma amiga enviou as imagens para um veterinário de Socorro, que disse que faria a operação sem retirar a mandíbula". No último dia 27 de maio, Carla levou o Costelinha até a cidade de Socorro. "O profissional abriu a boquinha dele de uma forma tão carinhosa, que nenhum veterinário aqui em Santos fez. Fiquei impressionada", relata. Costelinha operou nesta terça-feira (30) e a cirurgia foi um sucesso. Carla agora faz rifas, bingos e uma vaquinha on-line para pagar o tratamento do cão, e diz que já há uma fila com vontade de adotá-lo. "Ele é um cachorro que teve vários traumas. Não posso doar para alguém que vai deixá-lo largado e sozinho. É bem complicado. Então, no momento só estou pensando em pagar o tratamento dele. A doação vai ser a última coisa que vamos pensar", ressalta. O cãozinho está debilitado devido ao grande porte da cirurgia, mas responde bem ao tratamento. Interessados em fazer doações podem acessar a vaquinha online neste link ou fazer um Pix para Carla pelo número (13) 99707-5542.