[[legacy_image_76526]] Sensibilizada com as reclamações feitas a pessoas em situação de rua que dormem em uma banca fechada, na Aparecida, em Santos, uma mulher resolveu estender a mão para quem muitas vezes é invisível para a população. Na última sexta-feira (2), um homem causou a indignação de Alessandra Campos, autônoma, de 46 anos, com uma publicação alertando a Defesa Civil sobre um grupo que passava as noites na região na Praça do Sesc Santos. Veja mais detalhes na videorreportagem a seguir. [[legacy_youtube_T9TRokHdQBQ]] Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No texto, o homem se queixava da insistência do grupo em permanecer no local. “Gostaria de comunicar à Defesa Civil que existe uma família se abrigando nesta banca de jornal fechada, todos os dias e quando a Guarda Municipal vem, tira eles dali, mas à noite voltam e ficam até que apareça novamente”, escreveu. Opinião que causou a indignação de Campos, acostumada a ajudar quem passa por situações de dificuldade. “É fácil ver a vida da janela. Toda pessoa tem uma história, ninguém está na rua porque quer”, disse. “Eu senti muita indignação. Ao invés de falar, eu resolvi ir até lá e ver o que estava acontecendo”. Nos arredores da banca de jornal, Alessandra encontrou três pessoas em situação de rua, dois homens, um de aproximadamente 40 anos e outro idoso; e também uma mulher cadeirante de 40 anos. “Eles não me pediram ajuda, mas eu vi que eles estavam precisando”. Entre as histórias que ouviu, a trajetória da mulher e do homem mais jovem foram as que mais chamaram atenção da autônoma. A primeira perdeu parte da perna esquerda, em um acidente ferroviário, e precisa de uma cadeira de rodas nova ou prótese, enquanto o segundo deseja voltar para a casa da família onde mora, em Cândido Mota, cidade do interior de São Paulo. “Ele me passou o telefone da mãe, a família nem esperava que ele estivesse vivo”, contou. No momento, Alessandra busca recursos para comprar uma passagem de ônibus para o homem e ajudar a cadeirante a conseguir uma cadeira de rodas para a mulher, ou então uma prótese. “Eu quero que o amor contamine, que a boa ação contamine, porque o mundo já está cheio de coisa ruim. Então vamos espalhar mais amor, por favor”, finalizou. Para ajudar, basta entrar em contato com Campos pelo telefone (13) 98106-4072.