Fio do poste em Santos que fornece energia à casa de Priscilla estava solto e sem proteção, pois uma peça estava derretida (Arquivo pessoal/ Priscilla de Souza Gouveia) Uma moradora de Santos, no litoral de São Paulo, afirmou ter ficado quase quatro dias sem energia elétrica. Segundo o relato de Priscilla de Souza, a falta de luz começou no sábado (10) e causou diversos transtornos à sua rotina. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A administradora contou que cursa a faculdade de forma remota e faz trabalhos freelancers que exigem o uso do computador. Dessa forma, a falta de luz prejudicou suas atividades. "Perdemos toda mistura e tudo que estava na geladeira. Não consigo fazer comida, porque estraga. Não dá para comprar nada. Fora o estresse de ter que ficar esses dias todos na escuridão", desabafa Priscilla, que mora no Morro da Penha. Explosão em poste Priscilla relatou que, no sábado, um poste pegou fogo e explodiu por volta das 20h30. Após o ocorrido, apenas sua casa ficou sem luz na área. Em seguida, a moradora entrou em contato com a Companhia Piratininga de Força e Luz (CPFL Piratininga) para informar a situação e recebeu um prazo de resolução até as 23h de sábado. No dia seguinte, a CPFL entrou em contato com Priscilla pelo WhatsApp perguntando se a luz havia voltado, mas a administradora negou e a companhia afirmou que iria enviar um técnico. Segundo a moradora, depois dessa solicitação, houve uma série de protocolos abertos, não solucionados e "com desculpas diferentes". "(Em) Um, o técnico falou que me ligou e eu não atendi. Era mentira, porque isso foi num domingo, eu estava com o celular na mão o tempo todo e ninguém me ligou. Em outro (protocolo), falaram que vieram analisar um poste e ele não apresentava nenhum problema. No outro, falaram que faltava peça (para realizar o reparo). Também alegaram que não tinham acesso.... Na verdade, ninguém apareceu e é nítido que a peça que protege o cabo está derretida", afirma Priscilla. A moradora relatou que fez uma reclamação na ouvidoria na terça-feira (13). Segundo ela, a equipe informou que não tinha mais prazos a fornecer e que trataria o caso com urgência. No entanto, até as 15h30 de quarta-feira (14), nada havia sido feito. Prioridade Priscilla acrescentou que já esperava que nenhum técnico fosse resolver a situação no mesmo dia do chamado, pois já era tarde, mas esperava que, no domingo, algum profissional já tivesse sido enviado. "Não vieram domingo, não vieram segunda, não vieram terça, sendo que era prioritário. Eu não sei o que é prioritário para eles", relatou Priscilla na tarde de quarta-feira (14). Solução do problema Mas, entre a tarde e a noite de quarta-feira (14), segundo Priscilla, a luz de sua casa voltou à normalidade. Segundo ela, a CPFL enviou um técnico que resolveu a situação às 18h00. Posicionamento Em nota, a CPFL Piratininga confirmou que o fornecimento de energia no local foi restabelecido na quarta-feira (14). Segundo a companhia, desde o primeiro chamado, a distribuidora fez diversas tentativas de contato com a moradora, mas não obteve sucesso em nenhuma. Além disso, a empresa alegou ter enfrentado dificuldades de acesso ao local com os caminhões da companhia, o que impactou o prazo do atendimento.