[[legacy_image_231632]] Aos 55 anos, uma moradora de Santos encontrou no casamento sologâmico – também conhecido como ‘autocasamento’ - a solução para realizar o sonho de se casar. Após esperar um pedido do ex por 15 anos, Renata Moraes decidiu não depender de ninguém para ser noiva. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A especialista em seguros especiais realizará a cerimônia no dia 1º de janeiro de 2023, ao lado de familiares no Rio de Janeiro. “Estou muito feliz, queria que já fosse amanhã”, destaca, dizendo que teve muito apoio da família e cada pessoa ficou com uma ‘função’ para organizar o casamento em menos de um ano, já que ela se separou há cerca de quatro meses. Em entrevista para A Tribuna, a moradora do Marapé explicou que sempre deixou claro a vontade de se casar no antigo relacionamento, com quem teve uma filha. “Morei junto por 15 anos e tive três separações, sempre pleiteando isso”. Ela conta que o assunto voltava à tona em cada reconciliação, até que ela cansou. “Sempre que a gente voltava, ele falava: ‘dessa vez a gente vai casar’. E não fez”. De acordo com Renata, sua última esperança foi que o pedido acontecesse no dia do próprio aniversário - em julho deste ano -, mas a expectativa novamente foi frustrada. Este não foi o motivo para o término, mas colaborou. “Como já não estava bem, foi só uma última gota”, revela. A decisão de casar consigo mesma não demorou a ser tomada. Isso porque a santista conhecia a sologamia desde 2017. “Sempre tive em mente caso ele (ex) não realizasse esse sonho. Ele não me deu, resolvi me dar”, enfatiza. “Eu perdi minha mãe na pandemia (não por covid-19) e ela tinha o sonho de me ver entrando na igreja. Isso nunca aconteceu. Eu tenho 55 anos, então está na hora”, relata, dizendo que apesar de a cerimônia não acontecer na igreja, está muito feliz com a decisão. Antes de definir que realmente realizaria o casamento, Renata pesquisou sobre a sologamia por meio de reportagens com histórias de outras mulheres na internet, pois queria entender os motivos que levavam à decisão. “Na realidade, a sologomia veio através de percepções e amor próprio. No meu caso, não foi tanto por amor próprio, mas por ter ficado com alguém tantos anos que não me deu o meu sonho que era casar e ter uma aliança”, afirma. Além de ser uma realização pessoal de Renata, seu autocasamento busca encorajar outras mulheres a irem atrás das próprias vontades. “Alertar sobre o sonho, pois muitas não conhecem a sologamia”, explica. A especialista em seguros especiais também acredita que o caso alertará muitos homens. [[legacy_image_231633]] O casamentoA moradora do Marapé explica que o casamento sologâmico é simbólico. “Não existe um papel desse ainda”. No entanto, ela crê que um documento poderá surgir no futuro, assim como aconteceu com a união homoafetiva. Realizada na varanda da casa dos tios no Rio de Janeiro, a festa de Renata terá buquê de flores do campo e até camiseta personalizada para a família, com o logo ‘iCasei’. A noiva vestirá um vestido azul-céu, enquanto os convidados estarão de branco. “Eu entro com meu tio. Minha filha e primas entram com a aliança”, explica, dizendo que a cerimônia será celebrada com o Evangelho segundo o Espiritismo. “Vai estar só a família e depois chegam os amigos”. Ao todo, 30 pessoas devem participar da festa que terá churrasco, samba e chopp.