[[legacy_image_250228]] Começaram as obras do primeiro retrofit (modernização) público de Santos, que será construído no lugar do antigo Ambulatório de Especialidades (Ambesp), na esquina das ruas Gonçalves Dias e do Comércio, no Centro. Batizada Santos AD Retrofit, a reforma do edifício será feita pela empresa Benzazzi Engenharia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As salas comerciais do edifício, de 2,8 mil metros quadrados (m2) e sete andares, serão transformadas em apartamentos, com 36 unidades de um e dois dormitórios (18 de cada tipo) e duas unidades comerciais. A obra vai custar R\$ 6,795 milhões. É a mesma construtora que fará as 50 unidades habitacionais do Conjunto Santos I, na Avenida São Francisco, 413, no Paquetá. Ali, as obras começaram e devem terminar até 2025. Os imóveis são destinados aos moradores dos cortiços da área central. Segundo a Prefeitura, a ideia inicial é que o prédio do antigo Ambesp receba universitários. A princípio, uma parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pode permitir que esses estudantes morem lá. Mas, conforme a Administração Municipal, isso ainda está sendo discutido com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do Governo do Estado. O prédio foi cedido ao Município em 13 de dezembro de 2021 pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Pelo acordo, a Prefeitura tem dois anos a partir daquela data para começar as obras — portanto, até dezembro deste ano. Segundo um dos sócios da Benazzi Engenharia, Leonardo Augusto Zuanazzi, será adotado um modelo parecido com o dos projetos do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal. Na época da definição da empresa que vai reformar o prédio, o sócio da construtora explicou que muito do prédio poderá ser aproveitado. O edifício, que dispõe de dois elevadores, ganhará nova estrutura para um dos desses equipamentos e uma nova escada, cuja estrutura antiga será demolida e reconstruída no padrão previsto pelo Corpo de Bombeiros. A obra foi licitada pela Cohab Santista, responsável pela execução e pela fiscalização do projeto, em convênio com a CDHU. Mais moradias Em outras regiões da Cidade, há mais iniciativas em habitação, como o Conjunto Tancredo Neves III (leia nesta página), em São Vicente, que receberá moradores de áreas de risco santistas; Santos AB Prainha (Bom Retiro); Conjunto Santos Y/Bananal (Caneleira) e Parque Palafitas (Dique da Vila Gilda). Ao todo, estão em andamento as obras de 2.518 unidades habitacionais na Cidade, das quais 1.468 têm entrega prevista para este ano, de acordo com a Prefeitura. [[legacy_image_250229]] Quem for ao Tancredo, não pagará por imóvel Os futuros moradores do Conjunto Habitacional Tancredo Neves 3, na Cidade Náutica, em São Vicente, não pagarão pelo imóvel. A informação foi transmitida para A Tribuna pelo prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB). Transformado em um projeto do Minha Casa, Minha Vida no fim de 2018, as habitações atenderão moradores em situação vulnerável na Vila Gilda, no Caminho da União (estes dois, no Rádio Clube) e no São Manoel. “Em abril, entregaremos não só o conjunto, mas também três escolas municipais, que atenderão 1,7 mil alunos, uma de Ensino Médio, com 200 vagas, a ampliação da Unidade Básica de Saúde do bairro e também a Estratégia de Saúde da Família. É a maior obra de habitação dos últimos 40 anos”, diz ele. O projeto nasceu em 2007. Serão 1.120 unidades, com investimento de R\$ 140 milhões em verba federal. O Tancredo Neves 3 está na faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida, para famílias com renda bruta de até dois salários mínimos (R\$ 2.604,00), sem juros para financiamento do imóvel. Mas, segundo o prefeito, os moradores não pagarão pelos apartamentos. Ainda de acordo com ele, há 6 mil pessoas em palafitas. “Mas essa realidade conta, também, com as moradias da Vila Gilda, que não necessariamente estão em palafitas.” Das 1.120 famílias, há 350 com cadastro aprovado e aptas para morar lá. As outras estão sendo cadastradas pela Prefeitura e passam por processo na Caixa Econômica Federal. Os prédios terão unidades no térreo e em quatro pisos superiores. Serão 56 blocos com 20 apartamentos. As residências terão 45 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. O conjunto habitacional também contará com lazer: quatro quadras poliesportivas, oito playgrounds, um campo de futebol com metragem oficial, nove churrasqueiras e áreas verdes. História e investimentos O Conjunto Residencial Tancredo Neves foi inaugurado em 1987 e fica na margem direita da Rodovia dos Imigrantes. Foram três fases, para famílias de renda familiar de até cinco salários mínimos da época. O prefeito afirma que, além do Tancredo Neves 3, há 1.260 unidades habitacionais a serem entregues até o fim de seu mandato, no ano que vem. Entre elas, estão Bananal (140 imóveis), Jabaquara (300 imóveis), Prainha AB (574), Santos I, Vila Sapo (136) e o Parque Palafitas, com reurbanização de moradias na Vila Gilda. “A política habitacional vem de acordo com o que estamos vivendo neste momento no Brasil, que tem 83% de áreas urbanas habitadas e somente 17% em áreas rurais. No mundo, essa taxa média é de 53% (em urbanas). A concentração de pessoas trouxe esse grande problema do déficit habitacional, consequência de um País cheio de desigualdades. Por isso, a nossa busca incessante para que essas pessoas tenham moradias dignas.”