[[legacy_image_239584]] O Ministério Público Estadual (MPSP) pedirá uma reunião com o novo secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Marco Antonio Assalve, para tratar dos problemas decorrentes da segunda fase das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Rua Campos Mello, entre as ruas Borges e João Guerra, no Macuco, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A informação foi prestada nesta terça-feira (17) pela promotora de justiça do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do MPSP, Almachia Zwarg Acerbi. As obras foram iniciadas na Administração Estadual anterior e permanecem na atual gestão, iniciada no dia 1º. A promotora recebeu comerciantes e moradores da região. Eles reiteraram dificuldades de acesso a lojas e residências e pontos com acúmulo de água em locais onde ocorrem intervenções para a ampliação da linha do VLT. “Lugares que nunca encheram estão enchendo. Em casos individuais, essas pessoas (afetadas por consequências dos serviços) já podem entrar com ações individualmente”, disse Almachia. A esperada liberação para o tráfego do trecho interditado da Rua Campos Mello, que ocorreria no último sábado, não aconteceu, pois a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU, estadual), pediu a prorrogação do fechamento até dia 21. Segundo a EMTU, que opera o VLT, estão sendo concretadas as tampas dos bueiros, com liberação para o tráfego prevista para amanhã. Há, porém, dor de cabeça para moradores e comerciantes. A Reportagem esteve ontem no local e, além de equipamentos para pavimentação, a indignação era presente. “Não tiro o carro da garagem faz um mês. Essa interdição foi a pior desgraça que fizeram aqui. Minha mulher precisou ir ao mercado em um carro de aplicativo. Ninguém aparece aqui para dar uma satisfação”, reclama o pedreiro Francisco Lopes de Jesus, de 71 anos, que mora há 30 na Campos Mello. Dono de uma loja para materiais de construção, Arnaldo de Oliveira Bispo tem comércio há cinco anos no local e estima queda de até 80% nas vendas pela “exclusão forçada” da Campos Mello das rotas comerciais próximas. “O empecilho aqui é grande, porque carro nenhum chega aqui. Só compra alguma coisinha alguém que passe a pé. Outra coisa: não trabalho com algumas unidades pesadas porque não tenho idade para carregar saco de cimento de 50 quilos e levar nas costas. E teria que recebê-lo em outro lugar, não aqui. Felizmente, a dona do imóvel fez um abatimento no valor do aluguel por conta das obras. É o que tem ajudado”, resume. Mais adiante, na esquina da Campos Mello com a Rua Xavier Pinheiro, Márcia Cury vê seu antiquário quase cair no esquecimento. A salvação têm sido as vendas on-line. “A Campos Mello, como comércio, não existe mais. Morreu, ninguém lembra mais dela. Meu pai veio para cá em 1937. Se fosse vivo, ia ter um troço ao ver como está a rua dele.” PosicionamentoA EMTU respondeu, por nota, que a conclusão da pavimentação da Rua Campos Mello, da Borges à João Guerra, foi prorrogada “devido às chuvas constantes que têm ocorrido na Baixada Santista”. “A finalização dos serviços (de pavimentação asfáltica) ocorreu terça.” A empresa acrescenta que a previsão do fim das obras e da interdição da Rua Xavier Pinheiro, entre a Silva Jardim e Avenida Conselheiro Nébias, e da Campos Mello, entre a João Guerra e a Lowndes, é mantida para fevereiro.