[[legacy_image_10082]] O Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), pediu à concessionária de energia elétrica CPFL Piratininga que explique, em 48 horas, as normas para a instalação de duas torres de alta tensão na Rua São Vicente, no Saboó, em Santos. Após pressão dos moradores, essas obras foram paralisadas em 17 de abril. A vizinhança alega que a instalação trará riscos para os residentes do bairro por ser perto das casas. Segundo eles, a CPFL não respeita suas próprias normas ao tentar fazer esse serviço. Nesta segunda (6), três moradores do bairro se reuniram com o Ministério Público, em Santos, para tratar do assunto. O órgão decidiu oficializar tudo à concessionária de energia, pedindo explicações. Na esquina das ruas Ilha Bela e Rua Manoel Barbosa da Silveira, já se instalou uma torre, que ficava na Avenida Martins Fontes. Segundo os moradores, não foram respeitadas normas da CPFL e que descrevem como devem ser instalados postes de alta tensão. Perto do poste de alta tensão da Rua Caraguatatuba, na esquina com a Martins Fontes, há outro, a cerca de um metro de uma loja de materiais de construção. “Agora, só rezando para que nunca dê nada errado com esses fios”, afirma um funcionário. Prefeitura Desde o último dia 17, a Prefeitura diz se reunir com os moradores para avaliar a melhor saída para a instalação. O Município justifica que as linhas de transmissão da CPFL Piratininga precisam ser realocadas porque a terceira etapa das obras da Nova Entrada de Santos prevê um viaduto ligando as avenidas Martins Fontes e Nossa Senhora de Fátima, além de serviços de drenagem. Para viabilizar esse viaduto, segundo a Prefeitura, a Dersa – responsável pelo projeto básico da obra – apontou a necessidade de afastar interferências no local. A CPFL não respondeu ao questionamento sobre as normas apontadas pelos moradores e também sobre os dois postes já instalados. Disse, apenas, que a realocação foi um pedido da Prefeitura e que “o novo traçado foi aprovado pelos órgãos públicos responsáveis. (...) Os empreendimentos seguem todos os padrões de construção e segurança vigentes”.