[[legacy_image_331289]] Os empreendedores da Baixada Santista e do Vale do Ribeira ganharam fôlego. Santos vai sediar o primeiro escritório regional do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. O anúncio ocorreu durante cerimônia com o ministro Márcio França, representantes do empresarial e políticos no Sindicato do Comércio Varejista, em Santos, na noite de terça-feira (30). O escritório tende a ser um modelo nacional, com a proposta de estreitar a ligação entre empreendedores, entidades e órgãos locais. “Nesse início, nós queremos que todos os comerciantes, empresários e empreendedores tenham um cartão de identificação dos MEIs (microempreendedores individuais). Depois, vamos colocar um aplicativo no ar, onde os empreendedores poderão solicitar empréstimos muito mais acessíveis. O caminho vai ser, evidentemente, digital, mas é sempre bom ter um ponto de referência e físico para facilitar o acesso das pessoas”, explica França. Para o ministro, a escolha do Litoral Paulista tem ligação com a criação de São Vicente, a primeira cidade do País. “Aqui na Baixada Santista nasceu o primeiro comércio do Brasil, em 1532.” O escritório vai funcionar em uma sala no sindicato e dará suporte a pequenos empresários, esclarecendo dúvidas e orientando como proceder. Ainda não há detalhes de quando e como funcionará. Para o presidente varejista, Omar Abdul Assaf, o comércio é o maior gerador de riquezas, empregos e captação de impostos. Por isso, precisava de mais atenção do Poder Público. De olho nessa expansão, Elizete Rosa, que confecciona bonecas negras há cinco anos, vê na criação do escritório uma possibilidade de vender seus produtos para o mundo todo. “Hoje, eu vendo pelas redes sociais, em feiras, já tenho uma marca conhecida. E quero que esse escritório comece a funcionar logo para eu poder tirar minhas dúvidas, me informar e, quem sabe, ganhar o mundo.” A estilista e pesquisadora de sustentabilidade têxtil Aline Cassiano Curzi é MEI e trouxe para a Baixada Santista uma ideia de negócio que utiliza materiais sustentáveis na confecção de roupas. “Eu mesma faço a modelagem, costuro, com uma matéria-prima reciclada, que não consome água nem tingimento químico. É uma tecnologia da tecelagem ecológica, e a elegi para ser o carro-chefe das minhas produções.” [[legacy_image_331290]] Mais interesseAções como essa são incentivadas pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O gerente da unidade de Santos, que atende a Baixada, Marco Aurélio Rosas, afirma que o interesse em montar o próprio comércio aumentou a partir da pandemia de covid-19. “São pessoas que abriram por necessidade ou por identificar um nicho de mercado. E nós oferecemos diversos programas de auxílio e orientação que podem ajudar esse pequeno comerciante a ter um direcionamento mais claro para o seu nicho de mercado”, diz Rosas. Expectativa é por expansão e verbaLilian Oglouyan, de 60 anos, e sua filha, Taís Oglouyan, estão entre os empreendedores que veem com expectativa a abertura do escritório do ministério em Santos. “A empresa completa agora 7 anos, é uma batalha difícil, mas prazerosa, e a gente está muito feliz com isso. Nós trabalhamos com a produção de quiches a base de queijos e trabalhamos muito com coffee break, atendendo muitas empresas”, diz Taís. “São produtos artesanais, gourmetizados e diferenciados. A gente começou vendendo de porta e porta e está sempre se atualizando, com resiliência, se moldando com novos formatos e aprendizados. Acredito que, com esse novo incentivo com a instalação do escritório, possamos ampliar e crescer mais, contratando e expandindo nossa empresa”, afirma Lilian. Para crescer, também é necessário investimento. Por isso, o Governo Federal deve iniciar conversas com bancos públicos para obter mais verba capaz de ajudar empreendedores a desenvolver negócios. “Nós queremos que emprestem dinheiro para quem quer arriscar. O Brasil, agora, depende muito dos pequenos empreendedores. O Governo tem R\$ 30 bilhões dos bancos públicos destinados a esses empréstimos para investimentos e ampliar o próprio negócio. Mas, fora os bancos públicos, nós queremos ampliar também (a iniciativa) com os bancos privados. Então, esse incentivo pode aumentar”, afirma o ministro Márcio França. DimensõesA cidade de Santos tem 5.050 Pequenas e Médias Empresas (EPPs), 20.899 micro ou pequenas Empresas (MPEs) e 42.189 microempreendedores individuais (MEIs), conforme o Portal do Empreendedor/Mapa de Empresas/Sicab.