Evento, já tradicional, foi realizado na Praça Mauá, no Centro de Santos, no início da tarde de ontem (Alexsander Ferraz/AT) Quanto amor cabe em um coração? E em 100 mil deles, de todos os tipos, cores e materiais, número estimado pela organização, somando núcleos espalhados pelo País? A 14ª Ação do Coração, realizada neste domingo (3), na Praça Mauá, em Santos foi uma renovação de sentimentos bons. Lideranças de diversas religiões, voluntários e autoridades se juntaram para espalhar os corações entre os presentes. “Nunca é a mesma coisa. Quando você faz um coração, está materializando um sentimento. E aí você vai colecionando histórias”, afirma o arte-educador e idealizador da Ação, Alexandre Camilo. Segundo ele, a edição de 2026, que marcará 15 anos da iniciativa, terá a aferição do número de corações feitos, com o objetivo de ingressar no Guiness Book, o Livro dos Recordes. “A gente sabe que números são importantes e isso, muitas vezes, ajuda a chamar a atenção. Não existe no mundo uma concentração de corações de tecido como esta numa praça. Foi uma categoria que o Guinness nem tinha porque é uma coisa única”, conta, destacando também a presença de pacientes oncológicos como voluntários na fabricação dos corações. Alexandre Camilo: Ação do Coração pode entrar para o Guiness Book (Alexsander Ferraz/AT) Após apresentação da Família de Cordas Eduardo Furkini, que “trouxe” de Toquinho a Beatles à Praça Mauá, e as orações que chegaram até outros países, com a adoção da chamada coerência cardíaca, exatamente às 13h30 começou a entrega dos corações. O calor de ontem não foi páreo para o amor envolvido. A dona de casa Raquel Alves de Lucena, de 49 anos, moradora do Marapé, em Santos, pegou corações para vários familiares. E fez uma promessa: passar a ser voluntária na fabricação das peças na próxima edição. “Chegou a hora, né?”. Amor antigo Do lado dos voluntários, a satisfação em fazer parte da Ação também era nítida. É o caso da designer de interiores Noemia Bravo Cruz, de 64 anos. Presente desde a primeira edição, ela colaborava para que tudo saísse como o esperado. “Eu coordeno esse trabalho junto à Fundação Casa, na Baixada Santista. A gente vai lá, sensibiliza os meninos sobre a importância de fazer coisas boas. E eles fazem corações lindos”, revela. Enquanto isso, a vice-prefeita e secretária de Educação de Santos, Audrey Kleys (Novo), destacou a participação de alunos da rede pública na confecção dos corações. “Eles depositam seus melhores sentimentos e estão preparados para falar de paz na escola”. Música e paz O evento, que também arrecadou doações para as vítimas do incêndio na Vila Gilda, na última sexta-feira, teve várias atrações musicais. Uma delas foi Leo Maia, herdeiro do "síndico" Tim Maia, que trouxe a música do pai para a Praça Mauá. “Estamos juntos, dividindo amor, somando e multiplicando. É assim que se faz”, comentou.