Considerada a menor espécie de tartaruga marinha do Brasil e uma das menores do mundo, a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) agora pode ser vista de perto em Santos, no litoral de São Paulo. O exemplar em breve estará em exposição no Museu do Mar e Marítimo. A espécie, que mede 73 centímetros de comprimento, foi encontrada encalhada em uma praia da Bahia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O exemplar doado passou por taxidermia — ou seja, foi preservado por meio de embalsamamento no dia 6 de abril, no próprio museu, pelo taxidermista Waldeney Gonçalves de Barros. Segundo o biólogo marinho Luiz Alonso Ferreira, fundador e diretor-presidente da Sociedade Museu do Mar, "o recebimento da tartaruga-oliva vem a completar nosso acervo das cinco espécies de tartarugas da costa brasileira, entre as quais se acham expostas no Museu do Mar as tartarugas de couro (um neonato da maior espécie de tartaruga do mundo), a de pente, a cabeçuda e a verde”. A tartaruga-oliva é considerada a menor espécie de tartaruga marinha do Brasil, e sua principal área de reprodução concentra-se nos litorais da Bahia e de Sergipe, de acordo com a Fundação Projeto Tamar. Com a chegada da nova espécie, a diretoria da Sociedade Museu do Mar dá continuidade ao plano de apresentar, a cada semestre, uma nova atração ao público. A iniciativa fortalece um dos principais acervos de biologia marinha da América Latina e amplia a compreensão dos visitantes sobre a biodiversidade marinha, sempre destacando sua importância e a necessidade de preservação, como ressalta a instituição. A tartaruga-oliva passa a integrar o conjunto de espécies já expostas no Museu do Mar, que reúne exemplares entre os maiores e os menores do planeta. Entre eles estão o tubarão-baleia, o peixe-lua, o albatroz-viajante, a tridacna gigas, o caranguejo-aranha japonês, o bathynomus giganteus e o tubarão-anão. Sobre a espécie A tartaruga-oliva foi registrada pela equipe da Fundação Projeto Tamar após encalhar na praia de Subaúma, no litoral norte da Bahia, em 28 de janeiro de 2026. Segundo a instituição, o animal apresentava boa condição corporal, o que levanta a hipótese de que o óbito esteja associado à captura acidental na pesca. “A tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) é a menor das tartarugas marinhas e vem apresentando uma importante recuperação populacional nos últimos anos no Brasil (50 vezes nas ultimas quatro décadas). A espécie tem ampliado sua ocorrência reprodutiva no litoral norte da Bahia, com o registro de novas áreas de desova em praias baianas, antes mais concentradas em Sergipe”. Entre as principais ameaças à espécie estão a captura acidental na pesca e a predação de ninhos por raposas.