[[legacy_image_228621]] O melhor remédio para diminuir a saudade é o encontro. Imagine para recordar momentos vividos há 50 anos. Os formados na primeira turma da Faculdade de Ciências Médicas de Santos, em 1972, tiveram esta chance na noite de ontem, no Campus III da Unilus, no Macuco. Eles receberam medalhas, e os professores, placas comemorativas. [[legacy_image_228622]] Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O curso, pioneiro na Cidade, teve início em 1967, em 11 de setembro daquele ano, com a aula inaugural proferida às 20h30, no Salão Nobre da Santa Casa de Santos. O médico Eduardo Dias Coelho foi o idealizador, fundador e primeiro presidente da Fundação Lusíada, criada no ano anterior, em 13 de abril de 1966. Entre abraços, sorrisos e muitas recordações, as imagens projetadas no auditório emocionaram os presentes. Eram os registros fotográficos de cada um dos cem alunos daquela histórica turma, dos quais 80 homens e 20 mulheres. A solenidade de formatura transcorreu em 7 de setembro de 1972, no extinto Cine Caiçara, na Avenida Conselheiro Nébias, que ficava próximo da orla. O baile ocorreu em um clube em Guarujá. Um dos integrantes daquela turma era Mauro César Dinato, justamente, o atual presidente da Fundação Lusíada. “Não faço esta homenagem porque integro a turma e sou presidente, mas porque se trata dos 50 anos de formados da primeira turma de Medicina do primeiro curso de Santos”, ressalta. O pioneirismo, lembra Dinato, trouxe professores oriundos das universidades de São Paulo (USP) e da Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, e internato no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo. “Isso deu um ensinamento muito grande. Hoje, temos pessoas de destaque na parte médica, que são chefes de setor em Oftalmologia, Pediatria e Cirurgia. O pessoal aproveitou bastante o curso”, conta. Destino Uma das professoras homenageadas da primeira turma foi Vilma Ilka Teixeira de Camargo, responsável pelas aulas de Patologia Geral e Anatomia Patológica. Ela se formou em 1958, lecionou até 2010 e, ontem, recebeu pela vigésima nona vez uma placa comemorativa. Ser professora, por sinal, estava literalmente no destino dela, embora, a princípio, não o aparentasse pelas circusntâncias. “Formei-me em Medicina em 1958 e tinha tudo para continuar na Universidade Federal do Paraná. Queria ser professora. Mas minha família era de Santos, e tive de voltar para a Cidade, onde moro até hoje. Aí, apareceu a abertura da faculdade e mergulhei nisso desde o primeiro momento”, relembra.