[[legacy_image_176695]] Nomeado secretário estadual de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde, o médico infectologista David Uip se diz pronto para a tarefa e sinaliza mudanças. Entre elas, está a integração das ações de vigilância epidemiológica, assistência, pesquisa e produção de novas vacinas e de medicamentos para combate a doenças infecciosas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ele participou, ontem do primeiro dia do 16º Comec (Congresso de Medicina Científica), organizado pelo Centro Acadêmico Martins Fontes (CAMF-Unimes) e que acontece no Parque Balneário Hotel. O evento conta com apoio do Grupo Tribuna. “Ele (Rodrigo Garcia, governador) me determinou uma missão de não criar um programa de governo, mas de estado, entendendo tudo o que aconteceu na pandemia, fazendo um inventário, e propondo ações pró-ativas”, afirma o secretário. em conversa com A Tribuna. A nova Secretaria deve englobar ações e projetos de entidades, como Instituto Butantan, Instituto de Saúde, USP (Unidade de São Paulo), Unicamp (Unidade Estadual de Campinas), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), Famema (Faculdade de Medicina de Marília), Fundação Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), entre outras, “O Comitê Científico (de combate à covid) também vem para nós e deve ser ampliado. Vamos ter ainda um Conselho superior, que vai nos ajudar a pensar e a propor ações para o Estado de São Paulo e o Brasil”, define. HistóriaDurante sua palestra para os estudantes de Medicina, profissionais do setor e autoridades, David Uip repassou sua trajeória na profissão, iniciada nos anos 1970 e reforçou os laços com Santos e a Baixada Santista, lembrando da paixão pelo Santos Futebol Clube. “Tenho muito prazer em falar com alunos, especialmente nesse momento, nessa escola. Praticamente, fui criado na Baixada Santista. Passar experiência para os alunos é revigorante, pois posso continuar expondo ideias e discutindo com os alunos”. ReflexãoO infectologista participou ativamente das ações de combate à pandemia de covid no Estado. Dessa trajetória, ficou uma reflexão e um aviso: os cuidados seguem necessários. “Recentemente, me perguntaram como é lidar com a morte. Ninguém sabe como. O que consola é ter feito o melhor possível. E, como profissionais, há duas opções: ou se esconde embaixo da cama, ou vai para o campo de batalha. Fomos para a linha de frente. E faço minhas homenagens à coragem de cada um. Ninguém arrefeceu”, lembrou.