[[legacy_image_243924]] Um método seguro para correção da córnea (a superfície do olho) que tenha irregularidades e distorce a imagem. Esse é o objetivo da ceratectomia fotorrefrativa (PRK) topoguiada em astigmatismo irregular decorrente da ceratectomia radial. Ela foi defendida em tese de pós-doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) pelo médico oftalmologista Guilherme Novoa Colombo Barboza. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O nome pode parecer complicado, mas a ideia é simples: levar mais qualidade de vida a quem tenha problemas de visão por causa de problemas na córnea. “Tratamos as irregularidades da córnea de maneira segura, pois o tratamento consiste em modificar apenas as áreas que estão irregulares, preservando o restante da superfície”, explica. Ele reforça que, com essa opção cirúrgica, é possível manter uma espessura adequada da córnea, possibilitando o tratamento do paciente com segurança. [[legacy_image_243925]] “Essa técnica ajuda pacientes que foram submetidos a cirurgias de retirada de grau feitas por bisturi, por exemplo, muito comuns anteriormente. Após anos, a córnea pode apresentar uma irregularidade que reduz a qualidade da visão, Também há pacientes que sofreram algum acidente na superfície do olho e ficaram com cicatrizes, bem como transplantados”, reforça Colombo Barboza. Este método também ajuda quem necessita de uma cirurgia de catarata, por exemplo. Pesquisa O médico, de 41 anos, que é professor titular de Oftalmologia na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e diretor do Hospital Visão Laser, conta que a pesquisa que acompanhou a tese foi realizada com 15 pacientes, operados nos dois olhos. Ela foi publicada em uma das revistas mais conceituadas de oftalmologia internacional, a Clinical Ophthalmology. “Ela foi realizada por meio de questionário, quatro meses após a cirurgia e quatro anos após o procedimento. Porque, para o médico, o procedimento pode ter sido um sucesso, mas, para o paciente, não. E visão é algo muito subjetivo. Cada um sabe o que está enxergando.” Ele ressalta, no entanto, que a técnica não pode ser entendida como milagrosa. “Cada paciente tem sua indicação, suas características. Às vezes, ele tem um grau de afinamento (da córnea) que não permite essa operação. Mas, para quem tem irregularidade de córnea e possui requisitos para esse procedimento, é uma boa opção”, pondera Colombo Barboza.