[[legacy_image_222951]] O uso inadequado de maquiagem pode originar sérias complicações na região dos olhos. Isso é o que diz a oftalmologista de Santos, Bruna Belchior. Especialista em glaucoma, ela explica que os olhos possuem estruturas sensíveis que podem ser facilmente impactadas com a aplicação de produtos, pois é possível que eles se tornem fontes de transmissão de microrganismos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Os problemas mais comuns são a inflamação nas pálpebras, terçol, infecção nos olhos, irritação, trauma, arranhões, dor e, em casos mais graves, até mesmo a perda visual”, afirma. Porém, há formas de evitar as complicações. Segundo a médica, é imprescindível escolher produtos “de marca e origem confiáveis e que sempre se mantenham aprovados pelos órgãos responsáveis competentes”. Além disso, evitar produtos à prova d’água e dar preferência aos hipoalergênicos também estão entre as orientações da especialista. Segundo Bruna, outro conselho é apostar em maquiagens com embalagens pequenas, pois com o tempo de consumo menor, há menos chances de contaminação. “Não guardar os produtos no banheiro é outra dica crucial, pois trata-se de um ambiente amplamente contaminado, além de conter umidade, o que favorece a proliferação de fungos e bactérias”, relata, dizendo que compartilhar maquiagens, reutilizar cílios postiços e colocar água ou soro em rímel para prolongar o uso são práticas proibidas para garantir a saúde dos olhos, enquanto uma recomendação importante é descartar itens que apresentem quaisquer alterações em sua textura, cor ou cheiro. Bruna ainda alerta para cuidados com a higiene. “Aspectos que incluem lavar as mãos antes e depois de passar a maquiagem na região dos olhos, assim como nunca dormir sem tirar completamente os itens do rosto e sempre se atentar às datas de validade específicas de cada produto”, orienta. Para a médica, os cuidados com a maquiagem e a saúde dos olhos devem andar de mãos dadas. “Lembrando ainda que além das consultas regulares com um oftalmologista, o profissional também deverá ser procurado ao aparecimento de sinais ou sintomas que possam indicar qualquer reação devido ao uso dos produtos”, finaliza Bruna. A profissionalFormada em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), Bruna estudou no campus de Ribeirão Preto, onde também realizou residência em Oftalmologia e especialização em Glaucoma clínico e cirúrgico. Em 2018, a médica começou seu doutorado na instituição e, no ano seguinte, recebeu uma bolsa de estudos dos Estados Unidos para estudar na Columbia University e trabalhar no New York Presbyterian Hospital (NYPH), considerados respectivamente a 16ª melhor universidade do mundo e o 4º melhor hospital dos Estados Unidos.