[[legacy_image_314975]] A facilitação de crédito para empresas foi um dos pontos destacados pelo ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, ao ser questionado sobre os temas discutidos na reunião que teve com empresários na Associação Comercial de Santos na manhã desta terça-feira (14). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “O mundo todo ficou sem crédito. Aqui no Brasil, o sistema bancário cobra juros muito caros. Para as pessoas que não têm garantia, acaba ficando quase impossível”, afirmou França. Para garantir a facilitação de crédito, o ministro revelou que o Governo Federal trabalha com a possibilidade de criar para empresas um programa semelhante ao Desenrola Brasil, iniciativa que possibilita a renegociação de dívidas de pessoas físicas. Segundo França, esse projeto deve ser posto em prática já no ano que vem. “Temos conversado muito com o ministro (da Fazenda) Fernando Haddad, que a orientação do presidente Lula é que a gente faça deste mandato dele o mandato dos empreendedores. Para isso, tem que facilitar crédito”, diz. França defendeu também que o Governo encontre mecanismos para dar garantias a quem faz empréstimos e reajustar os tetos do MEI como do Simples Nacional. “Os tetos ficaram apertados porque não são reajustados há muitos anos, então nós precisamos fazer esses reajustes e, quem sabe, uma graduação para a questão da contribuição da Previdência”. Reforma TributáriaO ministro afirmou que a reforma tributária, que deve ser aprovada ainda neste ano, também foi um dos pontos que têm sido discutidos com os empresários. “Estamos preparando no País inteiro a plataforma para o ano que vem, porque nós vamos ter, provavelmente, a reforma tributária aprovada, que mexe profundamente com tudo o que é comércio, empresa e MEIs”. Por isso, França destaca que tem ouvido opiniões de empresários de norte a sul do Brasil. “Cada região tem características especiais. No caso da Baixada Santista, há esse mundo portuário, com características diferentes de outros lugares do Brasil como a sazonalidade”, explica o ministro. Parque TecnológicoUma das demandas levadas ao ministro foi a implantação de um parque tecnológico na Baixada Santista. À imprensa, França classificou essa demanda como importante e destacou a expertise de Santos no campo da tecnologia voltada à logística. “Somos mais especialistas do que outros lugares, porque temos o Porto, que é o único no País deste tamanho. Agora, precisamos trazer mais modernidade”, declara. França afirma ter sugerido aos empresários uma pesquisa a respeito do porto digital de Recife, visto por ele como um caso de sucesso. “Lá, há 17 mil pessoas trabalhando, e começou como uma iniciativa assim, a partir de um polo tecnológico”.