Manguezais se relacionam à discussão de ações sustentáveis por serem importantes contra o aquecimento global (Vanessa Rodrigues/ AT) Ainda pouco conhecido pelo grande público, o conceito de Economia Azul vem ganhando importância no Brasil por reunir desenvolvimento econômico, preservação ambiental e inclusão social a partir do uso sustentável dos recursos marinhos, costeiros e hídricos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na Baixada Santista, onde o mar está diretamente ligado ao Porto de Santos, a turismo, indústria, serviços e biodiversidade, esse potencial motivou a criação do Blue Room. A iniciativa será lançada no dia 28, às 14 horas, no auditório do Grupo Tribuna, em parceria com a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos. Inscrições gratuitas aqui. A proposta é reunir representantes de Poder Público, setor produtivo, universidades, entidades e sociedade civil para construir uma agenda integrada de desenvolvimento baseada na Economia Azul. Mais do que um espaço de debates, o Blue Room pretende ser um ambiente de articulação para transformar ideias em projetos estruturados, capazes de atrair investimentos, gerar empregos qualificados e fortalecer a competitividade da região. Entre as metas, está a construção de um Master Plan Azul para a Baixada, documento que deverá reunir prioridades e diretrizes para iniciativas ligadas à inovação portuária, logística sustentável, turismo, bioeconomia, economia circular, restauração ambiental, tecnologia e educação para o oceano. Conexões A região já reúne estudos, experiências e projetos, mas muitos ainda não alcançam maturidade necessária para obter financiamento ou parceiros estratégicos. O Blue Room pretende aproximar iniciativas, incentivar cooperação e reunir projetos. “O Blue Santos e o programa Blue Room abrem um espaço essencial para mostrar como a Economia Azul pode melhorar, de forma concreta, o bem-estar dos cidadãos da Baixada Santista. Para que o movimento seja perene e eficaz, precisamos unir todo o ecossistema em torno de uma agenda comum, conduzida por lideranças colaborativas, mobilizadoras e comprometidas com resultados. A Economia Azul importa a todos porque está presente na qualidade das praias e das águas, nos empregos, na mobilidade, na alimentação, no turismo, na inovação e na qualidade de vida de quem vive na região”, diz um dos organizadores da iniciativa, Mathias Mangels.