O número de guardas civis municipais portando armas de fogo em serviço na Baixada Santista passou de ao menos 902 em 2024 para 1.396 em 2025 e chegou a 1.436 neste ano. O crescimento foi puxado pela ampliação do efetivo armado em Santos, Guarujá e Itanhaém, mas houve cidades com recuo. Nem todas as prefeituras citaram números de 2024. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, o número de guardas armados passou de 153 em 2025 para 203 neste ano. Mas há 269 agentes habilitados ao porte de arma, em um efetivo de 467 ativos e 108 em formação. Em junho, a Prefeitura aderiu ao programa Município Mais Seguro, do Governo Federal, voltado ao fortalecimento das guardas municipais. Segundo a Administração, a iniciativa prevê a doação de equipamentos, como tasers e sprays de pimenta, e materiais operacionais, com valor estimado superior a R\$ 1,1 milhão. Em São Vicente, a Guarda Civil Municipal conta atualmente com 180 agentes, dos quais 178 são habilitados ao uso de arma de fogo. A corporação possui 165 pistolas disponíveis. Para fins de comparação, o efetivo operacional era de 161 agentes em 2024, passou para 182 em 2025 e atualmente é de 163. Segundo a Prefeitura, 160 agentes estão armados atualmente, mesmo número registrado no ano passado. Totalmente armadas Praia Grande, Cubatão e Itanhaém já operam com 100% de suas guardas armadas. Em Praia Grande, o efetivo é de 441 agentes — abaixo dos 490 registrados em 2024 e dos 459 em 2025. Em Itanhaém, os 80 agentes da GCM estão armados. Apesar da redução no efetivo total — eram 88 guardas em 2024 e 83 em 2025 —, o número de agentes com porte cresceu no período, passando de 64 para 74, até atingir a totalidade atual. Cubatão informou que sempre atuou com 100% do efetivo armado. Em 2024, eram 47 agentes e, em 2025, 59. Neste ano, a Cidade tem 51 ativos e oito em formação. Outras cidades Mais cidades da Baixada Santista registraram aumento no número de guardas armados entre 2024 e este ano. Em Guarujá, o total passou de 273 agentes em 2024 para 279 em 2025 e chegou a 292 neste ano. Segundo a Prefeitura, o efetivo total é de 360. Em Bertioga, a principal mudança ocorreu no ano passado, quando 150 agentes passaram a trabalhar armados, patamar mantido neste ano. Em Peruíbe, onde há 37 GCMs, 34 utilizam armas de fogo atualmente, número estável desde setembro de 2024. Bertioga e Peruíbe planejam armar todo o efetivo, sem citar prazo. Mongaguá informou ter 54 agentes, 49 deles em atividade e 25 dos quais armados — em 2024 e 2025, eram 28 com armas de fogo. Segurança ganha reforço, diz comandante Para o comandante da Guarda Civil Municipal de São Vicente, o aumento na quantidade de agentes armados representa um ganho para a segurança pública. “De acordo com estudos e algumas reportagens, a Guarda Civil Municipal é, hoje, a segunda força do país. Então, com o uso da arma de fogo, seja em patrulhamento ou na atuação em ocorrências criminais, é possível realizar a garantia da segurança de maneira mais eficiente”, afirma. Rodrigo Coutinho também considera que proximidade da corporação com a população é uma vantagem perante outras instituições de segurança pública. “A gente contribui não só para a redução dos índices criminais, mas também com a proximidade com a população. As pessoas se identificam com a Guarda Municipal, e isso facilita o contato e a atuação no dia a dia”, diz. Ainda segundo o comandante, os agentes passam por extenso treinamento antes de estar habilitados ao porte de armas. A formação segue diretrizes da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que recomenda carga mínima de 300 horas. Em São Vicente, o curso ultrapassa 800 horas, com duração aproximada de seis meses. Coutinho acrescenta que a capacitação inclui o manuseio de armas curtas e longas e segue critérios da Polícia Federal (PF). Depois disso, os agentes também passam por formação de 80 horas exigida pela PF para manter o porte de arma. “A gente tem uma formação que envolve disciplinas teóricas, como direitos Penal, Constitucional e Administrativo, além de treinamentos de polícia comunitária e uso progressivo da força, o que é extremamente importante”, explica.