A empreendedora Samantha Angelino Ferreira de Lima tenta regularizar o ponto, para poder voltar a vender doces no Centro de Santos (Arquivo pessoal) O que começou como uma brincadeira em família virou sucesso nas redes sociais e, poucos dias depois, também motivo de frustração. A empreendedora Samantha Angelino Ferreira de Lima, de 28 anos, viralizou com um vídeo do filho divulgando seus doces, mas acabou impedida de continuar vendendo em um dos pontos mais movimentados de Santos, no litoral de São Paulo. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A ideia do vídeo partiu do marido, inspirado em conteúdos que circulam nas redes sociais. Nas imagens, o filho de 7 anos apresenta os produtos com carisma e até brinca ao “oferecer” o irmão mais novo, de 10 meses, arrancando risadas dos internautas. “Não esperávamos que fosse viralizar”, contou Samantha. O vídeo ultrapassou milhares de visualizações e atraiu clientes curiosos para conhecer os doces. “Fiquei muito feliz e acreditando que vou alcançar meus objetivos e propósitos”, afirma. Com a repercussão, houve aumento na procura pelos produtos, principalmente pão de mel e trufas, os mais vendidos. No entanto, o crescimento durou pouco. “Teve um aumento, mas nem tanto, porque a fiscalização veio dois dias depois”, explica. Samantha vendia os doces em uma mesa montada na Rua XV de Novembro, no Centro, escolhida pelo grande movimento no horário de almoço. -Veja o vídeo (1.509396) Abordagem da fiscalização A abordagem aconteceu enquanto o marido fazia uma transmissão ao vivo e ela atendia clientes. Segundo Samantha, inicialmente eles não perceberam que se tratava da fiscalização. “Disseram que a gente não podia ficar ali e que precisava retirar a mesa”, relata. De acordo com ela, não houve multa, apenas orientação verbal. A Secretaria das Prefeituras Regionais de Santos informou, em nota, que a venda era irregular, sem licença para comércio ambulante, e destacou que não havia comprovação da procedência dos produtos, o que poderia representar risco à saúde pública. Impacto na renda A proibição trouxe impacto direto na renda da família. A venda de doces é a principal fonte de sustento de Samantha, que trabalha há quatro anos no ramo. “Sempre foi meu sonho desde pequena ter meu próprio negócio”, diz. Ela conta com o apoio do marido, que trabalha em escala 12x36 e a ajuda nos dias de folga e colabora nos cuidados com os filhos e na produção dos doces.“Impacta muito, porque ajudava bastante na nossa renda”, afirma. Tentativa de regularização A empreendedora afirma que já busca regularizar a atividade, mas ainda está no início do processo. Segundo ela, foi informada de que não há ponto disponível naquele local do Centro para comércio. “Estou correndo atrás disso”, observa. Antes de atuar na Rua XV de Novembro, Samantha começou vendendo na Rua do Comércio, em 2022. Após uma pausa durante a gravidez, retomou as atividades em novembro de 2025. Planos para o futuro Mesmo diante das dificuldades, Samantha diz que não pretende desistir. A ideia agora é continuar trabalhando de outras formas, como encomendas, enquanto busca uma alternativa regular para vender nas ruas. “Vou continuar, de outra forma. Quero conseguir ter meu próprio ponto”, afirma.