[[legacy_image_254820]] Com objetivo de encorajar e empoderar as famílias de pessoas com Síndrome de Down, a OAB Santos será sede na tarde desta terça-feira (21) de um evento que aborda pautas importantes, como direitos e desafios, com palestras e a apresentação de projetos inovadores que estão sendo desenvolvidos na Baixada Santista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A data foi escolhida pela ONU para celebrar o Dia Internacional da Síndrome de Down e faz alusão à condição genética causadora da síndrome. Afinal, o Down se dá pela presença de três cromossomos 21 nas células, em vez de dois, por isso o dia é 21 de março, terceiro mês do ano. Com o tema "Conosco, não por nós", o evento da OAB acontecerá no Auditório II da OAB Santos, que fica na Praça José Bonifácio, 55. O horário de início das celebrações será às 14 horas. Em entrevista para A Tribuna, a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB e coordenadora de Defesa de Políticas para Pessoa com Deficiência da Secretaria da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos de Santos, Cristiane Zamari, explica que o evento tem como objetivo trazer impacto e dar visibilidade à causa por mais políticas públicas. “Todos os anos a gente procura enaltecer e enfatizar o protagonismo de pessoas com deficiência e a Síndrome de Down não poderia ficar de fora. Temos que pensar hoje em fazer junto e dar todas as ferramentas necessárias para construir a cidadania, mas não fazer por eles”, diz. Por isso, serão abordadas todas as vertentes necessárias para a construção da cidadania de pessoas com Síndrome de Down, como nas áreas da alimentação, saúde, educação e arte. O evento será gratuito com 180 vagas disponíveis. Para se inscrever e comparecer, é necessário acessar o linke fazer o cadastro. Presencialmente, no dia da celebração, também é possível se credenciar para assistir às palestras. MaternidadeUma oportunidade de troca. Assim, Zamari descreve o evento. Mãe de Bernardo, com Síndrome de Down, e Valentina, de 17 e 15 anos. A profissional atua diretamente com a causa. A coordenadora também diz que é a chance de repassar todos os ensinamentos e conselhos que recebeu de outras mães que a acolheu durante sua jornada. “Muitas vezes eles sentem como me senti quando era ‘novata’ e elas precisam de rede de apoio. Foi muito importante para mim, na época, e quero ser parte dessa rede pelo poder público e pela minha maternidade mesmo. Uma energia de gratidão”. “Comecei fazendo por ele (o filho) e hoje vejo que preciso fazer por toda uma população. Quando a gente fala de inclusão, não dá para falar de forma isolada, mas sim de todas as pessoas com deficiência. Para a gente ver as políticas públicas dando certo e para a visibilidade necessária de incorporar a inclusão em nossas vidas, precisamos atingir o máximo de pessoas possível”, conta.