A jornada do músico com Silvio Santos se estendeu por muitos anos, com muito respeito e admiração pelo comunicador (Arquivo pessoal) Um cantor em início de carreira, buscando um lugar ao sol, diante de um animador de auditório já consagrado, com muitos fãs e grande audiência na principal emissora de TV do Brasil. Esse foi o cenário dos primeiros encontros entre o músico santista Luiz Américo e Silvio Santos. Em 12 de junho de 1966, ele ganhou o concurso de calouros - o santista deixou o Morro do Marapé para tentar a sorte no programa de calouros do “patrão”. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! "Me inscreveram no programa de calouros do Silvio. E eu fui lá. Ganhei a prova semanal, depois a mensal e, então, a final, no Ginásio do Pacaembu. O Marapé inteiro foi me ver cantar, em vários ônibus”, narra Luiz. “E a gente voltou de lá numa enorme alegria”, acrescenta. A jornada do músico com Silvio Santos se estendeu por muitos anos, com muito respeito e admiração pelo comunicador. “Ele me tratava como se eu fosse um filho, com muito carinho e respeito. Ele era quieto, mas me tratava muito bem. Dava várias dicas. Dizia assim: ‘Você vai ganhar esse concurso, mas fique na manha, sem ser mascarado ou se exibir’”, aconselhava. Junto com o carinho pelo santista, Silvio fez uma promessa. “Um dia, vou tomar um café com você lá no Marapé”. Luiz Américo foi direto na resposta, explicitando o tamanho do comunicador. “Se você pintar por lá, o morro vem abaixo”. O cantor lembra o carinho que Silvio Santos tinha com sua esposa e seus filhos. “Quando comprei uma casa em Atibaia, ele ficou sabendo e me falou: ‘Que bom que você está investindo e tal, eu estou sabendo de tudo’. Isso me deixou muito feliz”, descreve. A boina que não saiu O músico conta que algumas observações dadas por Silvio se referiam às roupas. “Ele olhava para a minha roupa e dizia ‘Está bonito hoje’. Respondia que, graças a ele, havia comprado um paletó”, relembra. Quando o apresentador ameaçou retirar a famosa boina de Luiz Américo, a recusa foi imediata. “Ele falou que não ia tirar, que era só para me dar um susto”. Luiz Américo conta que participou várias vezes do Qual É a Música?, com algumas vitórias. Lembranças que não superam a dor da perda de uma pessoa a quem admirava. “Tremia quando ficava perto dele. Tinha presença. Falava pouco, mas só coisas boas”.