Foi no colégio Canadá que surgiu a lenda da loira do banheiro (Alberto Marques / Arquivo AT) A Loira do Banheiro, uma das lendas urbanas mais conhecidas, foi criada no litoral de São Paulo depois de uma tragédia no Colégio Canadá, em Santos. A história conta que o fantasma de uma mulher loira aparece nos banheiros das escolas, como se tivesse saído do caixão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A lenda urbana aponta que, vestida de branco, pálida e com algodão no nariz, ela chega nas suas vítimas quando elas estão distraídas e as mata. Muitas versões existem para essa lenda, mas a mais conhecida é a de que o espírito seria de uma aluna que estaria matando aula no banheiro, quando bateu a cabeça e morreu. Qual a origem? Em 1934 era inaugurada a primeira escola secundária estadual de Santos. Dez anos depois da construção do Colégio Canadá, em 1944, o diretor foi chamado para ir correndo no banheiro feminino. Uma jovem, chamada Luciana, de 15 anos, teria cortado os pulsos, desmaiado e batido a cabeça no vaso sanitário. Segundo laudos médicos, a pancada teria causado a morte de Luciana, como narra o livro Contos de Terror e Lendas Macabras da Ilha de Santos, de Dino Menezes. Indícios históricos apontam que a menina cometeu um atentado contra a própria vida, após descobrir que a melhor amiga iria para um convento de freiras. As duas ‘matavam’ aulas juntas no mesmo banheiro onde aconteceu a tragédia. Na época, muitos comentários na escola deduziam que elas tinham um romance secreto, e por esse motivo, Marcinha teria sido levada ao convento pelo pai. Assim, por medo da repercussão do fato e do preconceito, Luciana teria resolvido tirar a própria vida. Logo depois do episódio, coisas estranhas começaram a acontecer na escola. Um mês após a morte, uma aluna que era da mesma sala de Luciana teria relatado que, ao ir ao banheiro, viu o espírito dela. Ela contou que estava lavando as mãos quando sentiu um arrepio e a sensação de que alguém estava ali. Virou-se para ver e encontrou uma menina pálida, com algodão no nariz e vestindo a mesma roupa que usava no funeral. O espírito se aproximou dela, tocou seu ombro com a mão fria, segurou seu pescoço e tentou beijá-la. Em meio a um enorme terror, a aluna conseguiu escapar da tentativa do espírito e saiu correndo do banheiro, gritando. Depois desse episódio, com as aparições se tornando mais frequentes, ninguém mais se atrevia a usar o banheiro da escola. Acreditavam que era o espírito de Luciana retornando ao local para encontrar Marcinha. Com medo, muitos alunos pararam de ir às aulas. Para conter a divulgação das aparições, o diretor fez um acordo com os estudantes que testemunharam os eventos: suas faltas não seriam contadas, desde que mantivessem segredo. Em troca, o banheiro seria demolido e transformado em almoxarifado (local destinado ao armazenamento de materiais e suprimentos, como ferramentas, equipamentos ou produtos utilizados em uma instituição, empresa ou organização), onde não houve mais relatos de atividades paranormais. Embora o diretor tenha conseguido amenizar o caso, a história se espalhou entre os jovens.