[[legacy_image_327964]] Moradores da Ilha Diana, localizada na Área Continental de Santos, denunciam uma série de problemas envolvendo a região onde vivem cerca de 200 pessoas. Segundo eles, uma obra de calçamento que já começou atrasada foi abandonada em dezembro do ano passado, além de haver falta de recolhimento de lixo - que está se acumulando na comunidade. Mais: na unidade de saúde, falta médico para atender a população. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As obras de calçamento que ocorrem na Rua Principal começaram em novembro. Porém, segundo os moradores, os funcionários da empresa terceirizada que presta o serviço para a Prefeitura de Santos teriam apenas espalhado brita ao longo da via e, no mês seguinte, nada mais foi feito. Ainda de acordo com a população, os trabalhadores não voltaram a aparecer na ilha e, até hoje, as obras estão paradas. “Só jogaram pó de pedra, umas pedras tipo brita e está perigoso. As crianças correm, escorregam, isso sem falar das pessoas cadeirantes, dos idosos e autistas que também moram aqui. E até hoje, nós não recebemos nenhum parecer da Prefeitura. A ilha toda está assim”, explica a auxiliar de limpeza Patrícia de Santos. Quem também reclama das condições da rua é a aposentada Arlete de Souza, que é cadeirante. “O caminho está parado. Todo esburacado, é vala, é pedra... Como é que vou andar de cadeira de rodas com um caminho desses?”, questiona. Outro problema é o acúmulo de materiais descartados que deveriam ter sido recolhidos pelo Programa Cata-Treco, da Prefeitura. Conforme os moradores, o caminhão deixou de fazer o serviço desde o fim do ano passado. "O lixo está todo entulhado em frente à praça de alimentação e da igreja", reclama Patrícia. (Confira abaixo o vídeo) A falta de médicos também tem gerado bastante indignação. A profissional que atendia na Estratégia de Saúde da Família (ESF) Ilha Diana entrou de férias; porém, não houve reposição. Os moradores afirmam ter ficado sem atendimento. “A médica está em falta. Ela está de férias e não mandaram ninguém no lugar. Isso já faz quase 30 dias. E como não tem médico, só fica uma enfermeira até as 16h e a gente tem que ir para Santos. E pra ir só pegando a barca ou a voadeira”. Ainda segundo a auxiliar de limpeza, essa viagem costumar levar de 30 a 40 minutos. “Na quinta (18), eu procurei um hospital em Santos para ser atendida, porque não tinha gente aqui”, conta. Essa situação revolta a cadeirante Arlete de Souza: "Não posso pegar uma barca. Não posso sair sem uma médica na ilha, nem nada. Como é que isso vai ficar? A ilha está abandonada”. O que diz a PrefeituraSobre a obra parada, a Prefeitura de Santos informou, em nota, que o serviço de pavimentação da Rua Principal tem um prazo de seis meses para ser entregue. A Administração Municipal justifica, portanto, que apesar dos trabalhadores não terem voltado à ilha o serviço está dentro do prazo. A Prefeitura garantiu ainda que o calçamento intertravado foi aterrado e nivelado e que, até terça-feira (23), o piso deve chegar à ilha. Quanto ao lixo que deixou de ser recolhido pela Operação Cata-Treco, a Administração Municipal disse que até esta sexta-feira (19) todo lixo acumulado em frente à igreja será retirado da ilha. Segundo ela, “conforme agendamento prévio já existente”. Por último, a Secretaria de Saúde de Santos afirmou que ninguém ficou “desassistido” durante as férias de médica na ESF Ilha Diana, apesar das reclamações de moradores. A Prefeitura explicou que alguns deles precisaram sair da ilha para receber atendimento médico e disse que conta com uma equipe multidisciplinar de saúde, além do suporte da Policlínica Vila Nova, caso necessário.