Ensinada pela avó, Marisa fez um pedido ao objeto luminoso, pensando que fosse uma estrela cadente (Arquivo Pessoal) Uma moradora da Zona Noroeste, em Santos, registrou o momento exato em que um objeto luminoso surgiu no céu da cidade. A empreendedora e artesã Marisa Targino, de 23 anos, ficou muito feliz ao ver o fenômeno, por acreditar ser uma estrela cadente, e por isso aproveitou o momento para fazer um pedido pela saúde da tia, que passará por uma cirurgia no coração ainda neste mês. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ensinada pela avó, Marisa fez um pedido ao objeto luminoso e ao mesmo tempo viu a luz no céu como se fosse um sinal do pai, que faleceu há cinco meses. Ela ainda relata que ficou triste ao saber que não se tratava de uma estrela cadente, mas que acredita que nada acontece por acaso, podendo ser um sinal enviado pelo pai, para acalmar o coração. “Venho vivendo dias muito difíceis, então, para mim, foi um acalento ao meu coração. No dia em que eu o perdi, vi uma estrela no céu, uma estrela muito brilhante, muito linda, e disse: Pai, o senhor virou uma estrela", concluiu. O Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) explicou que, pela trajetória e pelo horário em que o evento foi observado, por volta das 18h40, trata-se de um detrito espacial. O órgão ainda acrescenta que as pessoas costumam confundir o fenômeno com uma estrela cadente, já que ambos são bastante semelhantes. -Lixo espacial (1.454074) Detritos espaciais O diretor do LNA e professor titular do departamento de Física da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Wagner Corradi, esclarece que detritos espaciais são peças de satélites e dispositivos lançados pelo homem no espaço em torno da Terra. “Eles ficam em órbitas baixas ou em órbitas geo-estacionárias (a 35.000 km acima da superfície da Terra). Esses últimos são tipicamente os satélites de TV que rodam na mesma velocidade da Terra”, complementa. Existem milhares desses fragmentos, com tamanhos que variam de cerca de 20 cm a alguns metros, além de muitos outros pedaços menores, que somam milhões. Conforme explica Wagner, são tipo parafusos e estilhaços de colisões, esses objetos podem andar até uns 7 km por segundo. “Já imaginou o estrago que fazem de colidir com algo em funcionamento?”, comenta. Ele ainda destaca que uma pessoa pode confundir o fenômeno com uma estrela cadente, que é o nome dado aos pedaços de objetos vindos do espaço que, ao entrarem na nossa atmosfera, causam o fenômeno chamado meteoro. As pessoas costumavam acreditar que se tratava de uma estrela caindo do céu, o que originou o nome ‘estrela cadente’. “Porque ao entrar na atmosfera, seja um detrito espacial ou um objeto que veio do espaço, eles esquentam muito e deixam aquele rastro brilhante”, finaliza.