[[legacy_image_188110]] Panteão dos Andradas, Bolsa Oficial do Café, Teatro e Cassino do Parque Balneário Hotel, Praça Independência, urbanização da Vila Belmiro e ao menos 40 quartéis militares espalhados em todo o País. Essas são obras que compõem o legado de um dos construtores santistas mais ativos do início do século passado, mas nem sempre lembrado: Roberto Cochrane Simonsen, nascido em 18 de fevereiro de 1889, morto em 25 de maio de 1948 e fundador da Companhia Construtora de Santos em 1912. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A trajetória do construtor e a história da companhia por ele criada são o foco do livro Trabalho Moderno: a Construtora de Roberto Simonsen, do arquiteto e professor Gino Caldatto, a ser lançado em Santos no próximo dia 7, na Bolsa Oficial de Café, no Centro, a partir das 18 horas. O livro é resultado da tese de doutorado defendida pelo autor em 2020, e que agora se transforma em publicação pela Senai-SP Editora. Caldatto conta que o interesse em buscar informações sobre a companhia nasceu quando ainda era estudante de Arquitetura. “Na biblioteca havia muito material com prestações de contas da Companhia Construtora de Santos, mas com muitas imagens dos projetos da empresa. Um material rico e interessante.” Roberto Simonsen formou-se engenheiro aos 20 anos na Poli-USP, e com pouco mais de 30 anos deu início a sua trajetória como empresário da construção civil. No início, assinou vários projetos em Santos e região, mas logo venceu as barreiras geográficas em se projetou no País. Gino Caldatto conta, em seu livro, sobre as relações políticas que Roberto Simonsen tinha com autoridades importantes, condição que permitiu à Companhia Construtora de Santos participar de projetos de âmbito nacional, como a construção de 40 quartéis para o Exército, em vários estados, ainda hoje em funcionamento. O autor destaca o empresário santista do início do século passado com suas características profissionais e de pioneirismo: “No início do século 20, período em que grande parte das construções permaneceu sob a direção de empreiteiros, a companhia introduziu engenheiros e arquitetos no quadro de funcionários, posicionados para gerenciar e coordenar as ações dos operários na produção e na infraestrutura urbana.” O livro de Caldatto é recheado de imagens inéditas de alguns dos principais projetos de engenharia da região e do País, com fotos das obras durante a construção, algumas de edificações que já não existem mais.